O setor público consolidado do Brasil registrou superávit primário de R$ 1,4 bilhão em julho de 2026. O resultado representa o saldo entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública.
O desempenho de julho foi o melhor registrado desde abril de 2021, período marcado pela pandemia de Covid-19. Apesar do resultado positivo nas contas, a dívida bruta do país alcançou 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 10,9 trilhões.
O percentual representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior. Segundo o Banco Central (BC), a dívida bruta de julho é a 12ª maior da série histórica, considerando a metodologia adotada desde 2008. Os outros 11 maiores resultados foram registrados durante a pandemia. O recorde ocorreu em outubro de 2021, quando a dívida chegou a 87,7% do PIB.
Apesar do superávit de julho, o resultado foi inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o setor público consolidado apresentou déficit de R$ 66,6 bilhões.
Os dados constam no Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (31). Na última quinta-feira (27), o Tesouro Nacional havia informado que as contas do governo central — formado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social — registraram superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho de 2026.
Destaques do setor público
O governo central registrou superávit de R$ 11 bilhões em julho. Já os governos regionais apresentaram déficit de R$ 8,5 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 1,1 bilhão.O superávit ocorre quando as receitas superam as despesas. Já o déficit representa o resultado negativo entre receitas e despesas, sem considerar os juros da dívida pública.
No acumulado de 12 meses, o setor público consolidado registrou déficit de R$ 89,3 bilhões, equivalente a 0,67% do PIB. O resultado representa uma melhora de 0,52 ponto percentual do PIB em relação ao déficit acumulado até junho.
Com informações de: Metrópoles.com



