A Polícia Civil deflagrou em Rio Branco, nesta segunda-feira (31) a operação “Conto do Vigário”, que resultou na prisão dos advogados Patrick Leite de Carvalho e João Victor, além de um policial penal identificado como Williamberg. Os três são apontados como responsáveis por facilitar a fuga do detento José Mauro Firmo de Souza, o “Zé Mauro”, ocorrida há pouco mais de duas semanas, na capital. A Polícia Civil mantém sigilo sobre o valor pago ao policial para viabilizar a fuga.
“Zé Mauro” é membro de uma facção criminosa com poder de liderança e é considerado de altíssima periculosidade, com condenações por vários crimes, alguns deles hediondos. Segundo as investigações, ele atuava como uma espécie de corretor de imóveis da organização criminosa, responsável por expulsar famílias e se apropriar de suas casas, que eram alugadas ou vendidas. O dinheiro obtido servia de fonte de renda para o grupo.
Ele cumpria pena na Unidade de Reintegração Social Antônio Amaro Alves, considerada de segurança máxima. De acordo com as apurações, a fuga foi planejada entre os advogados e o policial penal, que aguardavam o momento adequado para executar o plano.
No início da noite do dia 16 de agosto, “Zé Mauro”, que cumpria pena em regime fechado, era transferido da Unidade Prisional 4 (UP4) para o Complexo Penitenciário de Rio Branco quando pediu para urinar. A viatura parou próxima a uma área de mata na Estrada Dias Martins, nos fundos do Parque Ecológico da UFAC, e “Zé Mauro”, mesmo algemado, fugiu do local.
Como medida inicial, a direção do Iapen suspendeu o policial penal por um prazo de 60 dias, até que os fatos fossem esclarecidos. Um trabalho conjunto entre o setor de inteligência do sistema penitenciário e a Polícia Civil apontou o envolvimento do agente e dos dois advogados no episódio. Nesta segunda-feira, os três foram presos pela Polícia Civil.



