Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) trabalham para tentar esclarecer a morte do morador em condições de rua Fredson Menezes de Oliveira, de 47 anos, cujo corpo, com sinais visíveis de tortura, braços quebrados e dois balaços na cabeça, foi encontrado nas águas do Rio Acre, na manhã de quarta-feira (9), na região onde ele morava, no bairro da Cadeia Velha.
Os policiais estão em busca de informações, especialmente de câmeras de monitoramento, do momento em que Fredson foi atacado e arrastado para a margem do Rio Acre, onde ocorreu a sessão de tortura e a execução com dois tiros na cabeça, característica de grupos de extermínio. A polícia acredita que o morador de rua passou por uma série de humilhações antes de morrer, já que estava despido quando foi encontrado.
Os investigadores da especializada estão tentando identificar o traficante com o qual Fredson Menezes tinha uma dívida de drogas e que vinha o pressionando, inclusive com ameaças para que o morador em situação de rua quitasse o débito. Os policiais tentam localizar uma testemunha que possa confirmar essa hipótese.
Na quarta-feira (9), o delegado responsável pelo inquérito policial ouviu o depoimento de uma irmã de Fredson. No entanto, o teor é mantido sob sigilo, sob a alegação de que a divulgação pode atrapalhar as investigações. Os investigadores esperam solucionar o crime e prender os autores antes de 30 dias, prazo de encerramento do inquérito.



