A empresária e bancária Melissa Sampaio, ex-companheira de Madson Cameli, marido da governadora Mailza Assis, se manifestou publicamente após a deflagração da Operação Algoritmo Cidadão, realizada pela Polícia Civil do Acre nesta quarta-feira (16).
Em uma publicação nas redes sociais sobre a operação, Melissa afirmou que também teria sido vítima de ataques e citou um processo relacionado a uma denúncia de violência doméstica envolvendo Madson Cameli.
“Atacaram inclusive a mim, que sou a vítima de processo de violência doméstica contra o marido da vice-governadora! A advogada dele se prestou a esse papel! Tenho provas! Deus não dorme!”, escreveu.
A declaração faz referência, possivelmente, à advogada Viviane Silva dos Santos, que aparece entre os alvos da operação e é apontada como advogada de Madson Cameli.
Algoritmo Cidadão
A Operação Algoritmo Cidadão foi deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira para apurar possíveis crimes eleitorais, disseminação de informações falsas e atuação de uma suposta milícia digital.
De acordo com o delegado Rêmullo Diniz, a investigação busca esclarecer a produção e divulgação de conteúdos que teriam como objetivo atacar o candidato ao Governo do Acre pelo Republicanos, Alan Rick.
Ao todo, os policiais cumpriram mandados judiciais em sete endereços em Rio Branco. Durante as buscas, computadores e celulares foram recolhidos e serão analisados pela investigação.
Alvos da operação
Entre as pessoas identificadas como alvos da operação estão Viviane Silva dos Santos, apontada como advogada de Madson Cameli; Luciene da Cunha Nogueira, maquiadora pessoal da governadora Mailza Assis; Gislaine de Abreu, servidora do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac); e Willy Fernandes.
Segundo informações obtidas pela reportagem, Willy atua no gabinete de um deputado estadual da base de apoio à governadora na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e também ocuparia um cargo CAS-5 na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).
Outro alvo é Raimundo Nonato Vieira da Silva, que, segundo apuração da TV Gazeta, mora em Santa Catarina.
Investigação envolve possível atuação eleitoral
Os mandados fazem parte da investigação que tenta identificar os responsáveis por uma possível rede de perfis e conteúdos utilizados para atacar Alan Rick. A primeira apuração do ContilNet apontou ainda a presença de materiais gráficos da campanha de Mailza em locais alcançados pela operação.
A existência desses materiais, no entanto, não significa, por si só, que os envolvidos tenham cometido algum crime. A investigação ainda precisa esclarecer qual era a participação de cada pessoa e se houve ligação entre os fatos apurados.




