O bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio Giovenale, fez um apelo aos eleitores para que participem das eleições de 2026 com voto consciente. Ao abordar a responsabilidade dos cidadãos na escolha dos representantes, o religioso criticou a opção pelo voto nulo ou em branco e afirmou que, para os cristãos, a participação política também deve ser vista como um compromisso com a sociedade.
Para explicar a importância da escolha, Dom Flávio fez uma analogia com alguém que vai a um restaurante ou hamburgueria e pede ao garçom “qualquer coisa”, mas depois reclama do prato recebido.“Que tal chegar num restaurante, numa hamburgueria e dizer: ‘me dê qualquer coisa’. E depois ficar chateado porque aquilo que o garçom traz não é do meu gosto. Se eu peço qualquer coisa, posso receber qualquer coisa”, comparou.
Segundo o bispo, o eleitor deve refletir sobre o que deseja para o país, o estado e o município antes de escolher seus representantes.“Voto consciente é dizer aquilo que eu quero para a nação, aquilo que eu quero para o Acre, para o Amazonas, aquilo que eu quero para o meu município. Por isso não se pode dizer: ‘não estou nem aí, vou votar em branco, vou votar nulo, não vou votar e depois arrumo uma desculpa, justifico’. Não, gente, vamos votar com consciência”, declarou.
Dom Flávio relacionou ainda a participação nas eleições à responsabilidade cristã e citou Santo Agostinho ao lembrar que os cristãos são “cidadãos de duas cidades”: a do céu e a da terra”.
O líder religioso também pediu que os eleitores levem em consideração o futuro das crianças e dos jovens no momento de decidir o voto.“Vamos votar segundo a consciência, mas vamos votar. Nada de voto nulo, nada de voto em branco, mas aquilo que é melhor para o Brasil, para o nosso estado, para o nosso município. Vamos votar com consciência, pensando especialmente nas novas gerações”, afirmou.
Dom Flávio encerrou a manifestação dizendo que deseja deixar às novas gerações um país e um estado melhores. “Olhando nos olhos das nossas crianças, dos nossos jovens, o que é melhor para eles? Eu quero deixar para eles um Brasil melhor do que eu encontrei. Quero deixar para eles um Estado melhor do que eu encontrei”, concluiu.



