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Após leilão de SAF do Vasco para Marcos Lamacchia, oposição do Palmeiras pede saída do marido de Leila

O Ocupa Palestra, grupo de conselheiros do Palmeiras que faz oposição à gestão de Leila Pereira, pediu o desligamento de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo do clube após o leilão que confirmou a venda da SAF do Vasco para a Almirante Participações, do empresário Marcos Lamacchia, filho de José e enteado de Leila.

Em nota, o Ocupa Palestra disse que “acompanhamos com atenção e preocupação as recentes movimentações envolvendo a aquisição do clube Vasco da Gama por empresas ligadas ao Sr. José Roberto Lamacchia”.

“É indispensável separar os negócios privados de dirigentes dos cargos ocupados temporariamente na administração do Palmeiras, preservando a imagem institucional da nossa associação. As empresas da mandatária não podem, sob qualquer hipótese, financiar ou favorecer nossos rivais diretos em campo”, diz um trecho da nota.

O grupo ainda pede que o Conselho Deliberativo (CD) e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) reforcem barreira para proteger dados operacionais e o know-how do Palmeiras.

Único interessado no leilão desta sexta-feira, Lamacchia apresentou uma proposta que prevê um aporte de R$ 500 milhões e o pagamento da dívida do Vasco, acima de R$ 1 bilhão, por meio da recuperação judicial, além de R$ 15 milhões anuais para o clube social.

A operação é avalizada pelo pai do investidor, José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa, que desde 2023 tenta entrar no cruz-maltino. O empresário de 81 anos é marido de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, que observa a situação e mantém diálogo com a direção vascaína, mas não tem participação efetiva no negócio neste momento.

Confira a nota completa

Em defesa da Sociedade Esportiva Palmeiras

Nós, conselheiros, conselheiras e integrantes do grupo Ocupa Palestra, acompanhamos com atenção e preocupação as recentes movimentações envolvendo a aquisição do clube Vasco da Gama por empresas ligadas ao Sr. José Roberto Lamacchia, marido da atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e conselheiro do clube.

Sempre alertamos para a necessidade de eliminação dos conflitos de interesse que envolvem a gestão e os negócios privados de seus dirigentes. Levamos esses questionamentos de forma oficial aos órgãos do clube diversas vezes, cobrando esclarecimentos que, muitas vezes, foram negados, contando inclusive com a complacência de quem deveria fiscalizar.

É indispensável separar os negócios privados de dirigentes dos cargos ocupados temporariamente na administração do Palmeiras, preservando a imagem institucional da nossa associação. As empresas da mandatária não podem, sob qualquer hipótese, financiar ou favorecer nossos rivais diretos em campo.

Diante desse cenário e em estrito respeito às diretrizes do nosso Estatuto Social, solicitamos:

1) Desligamento voluntário do Conselho Deliberativo: Caso a aquisição do Vasco da Gama se concretize, sugerimos que parta do próprio conselheiro José Roberto Lamacchia o pedido de desligamento de suas funções no Conselho Deliberativo (CD). O art. 33, inciso XIII, do Estatuto prevê que é infração proceder contra os interesses do clube, tornando incompatível a condição de avalista ou financiador de uma equipe rival com o exercício de mandato no CD.

2) Interrupção de benefícios diretos ou indiretos: Ressaltamos a necessidade de cessar qualquer tipo de benefício, facilidade ou cessão de insumos do ecossistema da presidente a equipes adversárias. A utilização de estrutura privada, como por exemplo o eventual uso de sua aeronave pelo clube rival, caracteriza um evidente e indissociável benefício direto a um adversário.

3) Proteção institucional: Solicitamos que os órgãos de fiscalização do clube, em especial o Conselho Deliberativo (CD) e o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF), no uso de suas atribuições, estabeleçam barreiras de reforço à proteção dos dados operacionais e know-how da nossa instituição, cujo patamar de excelência foi alcançado pelo contínuo trabalho de diferentes dirigentes há mais de uma década.

Acima da nossa atuação política no Conselho, somos torcedores da Sociedade Esportiva Palmeiras. Aqui nascemos e morreremos, atuando com firmeza para defender, unicamente, os interesses do clube que amamos.