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Na véspera da eleição, campanhas ao governo do Acre movimentam milhões

Às vésperas da eleição para o governo do Acre, marcada para este domingo (4), os dados mais recentes declarados pelas cinco campanhas que disputam o primeiro turno mostram diferenças significativas na arrecadação e nos gastos eleitorais. O levantamento foi realizado na manhã deste sábado (3) com base nas informações disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e retrata a movimentação financeira registrada pelas candidaturas até a atualização considerada na véspera da votação.

Um dos principais parâmetros para analisar os números é o limite legal de gastos estabelecido para a disputa pelo governo do Acre no primeiro turno: R$ 3.557.761,23. O valor representa o teto que cada candidatura pode utilizar em despesas de campanha. Por isso, o limite não deve ser confundido com o total que uma campanha pode arrecadar. Uma candidatura pode declarar receitas superiores ao teto, desde que os gastos eleitorais permaneçam dentro do limite estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Entre os cinco candidatos, Mailza Assis Cameli, do Progressistas, declarou o maior volume de recursos, com R$ 3,932 milhões. A campanha informou R$ 3,557 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e outros R$ 375 mil do Fundo Partidário. Até a atualização utilizada no levantamento, os gastos financeiros declarados somavam R$ 2,227 milhões, o equivalente a aproximadamente 62,6% do limite legal de R$ 3.557.761,23.

Alan Rick, do Republicanos, declarou R$ 3,572 milhões em recursos para a campanha. Desse total, R$ 3,5 milhões são provenientes do FEFC, enquanto R$ 50 mil foram registrados como recursos privados e R$ 22 mil como recursos estimáveis. Os gastos financeiros declarados pela campanha chegam a R$ 1,846 milhão, correspondente a aproximadamente 51,9% do limite legal estabelecido para o primeiro turno.

O candidato Tião Bocalom, do PSDB, declarou R$ 1,109 milhão em recursos. A maior parte, R$ 1,102 milhão, veio do FEFC, enquanto R$ 7 mil foram registrados como recursos privados. Os gastos financeiros declarados somavam R$ 168,2 mil, valor equivalente a aproximadamente 4,7% do teto de R$ 3.557.761,23.

Thor Dantas, do PSB, declarou R$ 228,8 mil em recursos para a campanha. Desse montante, R$ 217,2 mil são provenientes do FEFC e R$ 11,6 mil de recursos privados. As despesas financeiras declaradas alcançavam R$ 201,4 mil, o equivalente a aproximadamente 5,7% do limite legal de gastos.

Já Eudo Rafael, do PCB, declarou R$ 9,2 mil em recursos, todos registrados como recursos privados. Os gastos financeiros informados pela campanha somavam R$ 8,1 mil, correspondente a aproximadamente 0,23% do limite estabelecido para o primeiro turno.