Candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) votou na manhã deste domingo (4/10), na Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele chegou ao local por volta das 8h (horário de Brasília), acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro.
Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio de Janeiro, e Rogeria Bolsonaro, mãe de Flávio, também acompanharam o senador na chegada ao colégio eleitoral.
Após a votação, Flávio Bolsonaro reforçou a importância de ir às urnas neste domingo (4/10) e acusou o presidente Lula de tentar interferir no processo eleitoral.
“Um dia muito importante, para o brasileiro por fim nessa era do atraso. Que apostou tudo, que perdeu a linha de usar dinheiro público, máquina pública, para tentar interferir nas eleições. Os amigos do Lula interferiram nas eleições, e isso tem que mudar. O Brasil nao aguenta mais 4 anos disso, e a única alternativa é Flávio Bolsonaro”
Flávio Bolsonaro
Na sequência, Flávio Bolsonaro acompanhará a esposa, Fernanda Bolsonaro, que vota na Escola Oga Mitá, na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro. O candidato retorna à Brasília para acompanhar a apuração dos votos, e fará um pronunciamento depois da divulgação do resultado o primeiro turno das eleições.
A trajetória de Flávio
Flávio Bolsonaro chega ao primeiro turno, neste domingo (4/10), sem alianças partidárias e com um vice do próprio PL, mas em uma posição eleitoral bem diferente da largada. No Datafolha mais recente, Lula aparece com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Os demais têm 4% ou menos.
O caminho até esse ponto teve resistência dentro da própria direita, crises com aliados e familiares e dificuldades para ampliar a chapa para além do PL.
Flávio entrou na disputa depois de ser escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que àquela altura estava preso, condenado por tentativa de golpe de Estado e inelegível.
A escolha, porém, não encerrou as dúvidas dentro da própria direita. A desconfiança em torno do nome de Flávio — alimentada pelo próprio senador no início da pré-campanha — deu força às articulações por outras candidaturas, principalmente a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Para se firmar, Flávio precisou enfrentar fogo amigo e contou com a força do pai, que, mesmo preso, continuava no centro das decisões eleitorais do grupo. Jair Bolsonaro manteve a escolha pelo filho, que também foi “ungido” como o seu porta-voz, e endossou o senador como responsável por conduzir articulações eleitorais.
Aliados de Flávio avaliam que o candidato que chegará às urnas neste domingo é diferente daquele que iniciou a pré-campanha cercado de dúvidas. Apesar do fogo amigo e das sucessivas crises, o senador conseguiu, na avaliação desse grupo, sobreviver ao incêndio e se consolidar na disputa.



