O ex-governador do Acre Gladson Camelí (PP) recebeu 143.782 votos na disputa pelo Senado nas eleições deste domingo (4), o equivalente a 16,60% da votação contabilizada. Os votos, no entanto, aparecem no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como “anulados sub judice”, em razão da situação judicial de sua candidatura.
Com 99,07% das seções totalizadas, Gladson aparece atrás de Márcio Bittar (PL), que lidera a disputa com 221.494 votos (25,58%), e Mara Rocha (Republicanos), com 155.494 votos (17,95%). Jorge Viana (PT) aparece na sequência, com 122.784 votos (14,18%).
O resultado interrompe, ao menos no cenário apresentado pela apuração, uma sequência de vitórias eleitorais de Gladson que começou há duas décadas. Desde que entrou na política, em 2006, ele havia vencido todas as eleições que disputou.
A trajetória de Gladson nas urnas começou em 2006, quando conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Quatro anos depois, em 2010, foi reeleito deputado federal pelo Acre.
Em 2014, Gladson disputou o Senado e venceu. Já em 2018, concorreu ao Governo do Acre pela primeira vez e foi eleito. A vitória foi repetida em 2022, quando conquistou a reeleição para o Palácio Rio Branco.
Foram, portanto, cinco vitórias eleitorais consecutivas: 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.
Neste ano, Gladson deixou o governo para disputar novamente uma vaga no Senado e tentar retornar ao Congresso Nacional.
Candidatura sub judice
A eleição de Gladson foi marcada por uma disputa judicial. Em setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) indeferiu o registro da candidatura. A defesa recorreu, permitindo que ele permanecesse na disputa na condição de candidato sub judice.
Por isso, os 143.782 votos recebidos pelo ex-governador aparecem na totalização como “anulados sub judice”. A situação definitiva desses votos depende do desfecho do processo na Justiça Eleitoral.
Com 99,07% das seções totalizadas, Gladson tinha 16,60% da votação, atrás de Bittar e Mara Rocha.



