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Crânio de quelônio e ossos de preguiça encontrados no Acre podem revelar detalhes de animais extintos

No Acre, um crânio de um quelônio ainda sem nome e o pós-crânio de uma preguiça terrestre, coletados por pesquisadores do Acre e do Amazonas, foram retirados de uma terra indígena na região do Purus. De acordo com a Revista Amazônia, a etapa de estudos poderá trazer novas informações sobre a identidade do animal e o novidades sobre a preguiça.

O material, que ainda não recebeu um nome científico, se trata de um crânio de um quelônio e um conjunto de partes do esqueleto localizado depois da cabeça, como ossos das pernas, bacia e da coluna de uma preguiça. O material ainda não possui um nome, pois isso é resultado de um processo de comparação e descrição, e essa etapa do estudo ainda deve acontecer.

O quelônio é um réptil que pertence ao grupo que inclui tartarugas, cágados e jabutis. De acordo com a Revista, com o crânio, os pesquisadores podem ter novas informações por conta do formato, que varia entre linhagens.

Já a pesquisa, o estudo pode reconhecer o tamanho, proporções e modo de apoio do animal por conta dos ossos que foram encontrados. “Preguiças terrestres são conhecidas no registro paleontológico da América do Sul por uma diversidade de formas, mas nenhum dado fornecido para esta coleta permite atribuir o exemplar a um gênero ou espécie”, diz o site.

“A expressão “ainda sem nome” não significa que o crânio seja necessariamente de uma espécie nova. Ela indica que a identidade científica do material não foi estabelecida. O estudo pode confirmar uma correspondência com um animal já conhecido, reconhecer uma combinação de características pouco documentada ou levar a outra interpretação. O ponto central é que a coleta abre uma investigação, mas não antecipa o resultado”, explica a Revista Amazônica.

Novas informações

Com o estudo do material, os pesquisadores podem ampliar o conhecimento sobre a presença de mamíferos extintos na região amazônica, que é frequentemente associada à fauna atual, mas com solos que guardam e podem revelar ocupações de animais de períodos históricos diferentes.

“A coleta no Purus, portanto, leva ao laboratório uma possibilidade de investigação, não uma resposta pronta sobre a história natural da área”, explica.

Fonte: Revista Amazônia.