As urnas de 2026 desenharam um novo cenário político para a família Câmara no Norte do país. Em uma disputa acirrada pelas cadeiras no Congresso Nacional, a deputada federal Antônia Lúcia (MDB-AC) e seu ex-marido, o deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), não alcançaram o coeficiente necessário e ficaram sem vaga na próxima legislatura.
No Acre, Antônia Lúcia tentava renovar a permanência em Brasília, mas encerrou a apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 6.127 votos — o correspondente a 1,31% da preferência do eleitorado acreano, marca insuficiente para garantir uma das oito vagas do estado.
Já no Amazonas, Silas Câmara tentava renovar o mandato pela oitava vez consecutiva. Apesar de somar 93.497 votos (4,41% dos votos válidos), a votação expressiva não foi o bastante para assegurar um assento na bancada amazonense, interrompendo uma trajetória ininterrupta no Parlamento federal iniciada nos anos 1990.
Redesenho político
O resultado marca a saída simultânea de duas figuras tradicionais da política regional e da representação evangélica no Congresso. Em 2022, ambos comemoraram a vitória conjunta: Silas garantiu mais quatro anos pelo Amazonas e Antônia Lúcia conquistou seu terceiro mandato pelo Acre.
Com o desfecho das eleições deste ano, os dois cumprem os respectivos mandatos até o início de 2027, quando a Câmara dos Deputados passará por uma renovação sem a presença dos parlamentares.



