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Metade do orçamento do Acre em 2027 será destinada a gastos com pessoal

Quase metade de todo o orçamento projetado para o Acre em 2027 estará relacionada às despesas com pessoal e encargos sociais. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) prevê R$ 7.349.944.429,76 para essa categoria no próximo exercício.

O montante equivale a aproximadamente 50% dos R$ 14,688 bilhões que compõem a proposta orçamentária do Estado para o ano que vem. O projeto foi encaminhado pelo Governo do Acre à Assembleia Legislativa (Aleac) e ainda será analisado e votado pelos deputados estaduais.

Os números aparecem no demonstrativo de evolução das despesas que integra a proposta. O documento permite comparar os valores previstos para os últimos anos e mostra que os gastos com pessoal permanecem como uma das principais parcelas do orçamento estadual.

Valor cresce R$ 122 milhões

Na LOA de 2026, a previsão para pessoal e encargos sociais foi de R$ 7.227.747.599,81. Para 2027, o valor projetado chega a R$ 7,349 bilhões.

Isso significa um acréscimo nominal de aproximadamente R$ 122,2 milhões de um exercício para o outro, equivalente a 1,69%.

O crescimento é menor do que o projetado para o orçamento estadual como um todo. A despesa total passa de R$ 13,816 bilhões em 2026 para R$ 14,688 bilhões em 2027, uma diferença superior a R$ 871 milhões e uma alta aproximada de 6,3%.

A comparação também mostra uma desaceleração no ritmo de crescimento dessa categoria. De 2024 para 2025, segundo o demonstrativo, as despesas com pessoal e encargos aumentaram 13,55%. De 2025 para 2026, a variação foi de 2,26%. Agora, entre 2026 e 2027, a proposta aponta avanço de 1,69%.

Pessoal concentra maior parcela das despesas correntes

Os gastos com pessoal e encargos também representam a maior parcela das despesas correntes previstas para o próximo exercício.

O PLOA projeta R$ 13.009.269.067,37 em despesas correntes para 2027. Desse total, R$ 7,349 bilhões estão relacionados a pessoal e encargos sociais.

Outros R$ 5.468.808.698,65 estão classificados como outras despesas correntes, categoria que cresce 10,13% em relação aos R$ 4,965 bilhões previstos para 2026. Já os juros e encargos da dívida estão estimados em R$ 190,5 milhões.

As despesas correntes, de maneira geral, também aumentam. Elas passam de R$ 12,399 bilhões em 2026 para pouco mais de R$ 13 bilhões em 2027, crescimento de 4,92%.

Orçamento total chega a R$ 14,6 bilhões

Além das despesas correntes, o Estado projeta R$ 1,663 bilhão em despesas de capital para 2027. Dentro desse grupo estão aproximadamente R$ 1,046 bilhão em investimentos, R$ 339,7 milhões em inversões financeiras e R$ 277,1 milhões para amortização da dívida.

Com todas as categorias consideradas, a proposta estima as receitas e fixa as despesas estaduais em R$ 14.688.184.488,09 para o próximo exercício.

O orçamento de 2027 terá ainda uma particularidade: será o último executado dentro do Plano Plurianual (PPA) 2024–2027. Na mensagem encaminhada à Aleac, o Executivo afirma que a proposta busca garantir a manutenção dos serviços públicos, a continuidade das políticas estaduais e dos investimentos e a conclusão de metas e projetos em andamento.

O PLOA ainda poderá sofrer modificações durante a tramitação no Legislativo. Após a análise das comissões e a apresentação de eventuais emendas, o texto deverá ser submetido ao plenário da Aleac antes de seguir para sanção.