A acreana Waleska Karolaine tem apenas 22 anos, mas vive o melhor momento de sua carreira como lutadora de MMA. Tudo começou no Jiu-Jitsu, só depois decidiu se dedicar a modalidade. De um lado força e técnica, do outro o objetivo de participar de grandes competições de MMA. Após dois anos de treinos, ela é considerada o destaque da luta no estado.
– Eu tive a oportunidade de acompanhar algumas lutas do feminino no Strikeforce e aquilo me chamou muito atenção. Eu fui procurar saber mais sobre as artes marciais e me interessei. Quis testar, ver se me interessava mesmo e acabei experimentando – afirma Waleska.
De mulher para mulher. A mãe, a avó e as irmãs são as que mais apoiam a atleta. Segundo Waleska, essas pessoas são a sua motivação diária.
– A sua energia vem de lá. Você pensa, ‘eu quero dar orgulho, eu quero dar uma vida melhor’, toda vez que eu venho, treino, a gente vem triste, essas coisas, eu penso ‘não, eu preciso ir lá, meter a cara e é por mim e por eles – diz.
Inspirados em “Bodão”, jovens lutadores do Acre sonham com sucesso no MMA.
A acreana é a primeira lutadora do estado a ser convida para compor uma equipe de reconhecimento internacional no Rio de Janeiro (RJ). Em 2020, ela vai participar do Shooto Brasil, que é o maior evento de artes marciais mistas da América Latina. Para Waleska, a ficha ainda nem caiu.
– Atletas do UFC, vou estar podendo fazer treinos com eles, vou tá conhecendo as meninas que defendem cinturão no Brasil, vou tá treinando com os melhores do Brasil e isso pra mim já é o máximo, em pouco tempo – afirma.
Suar a camisa e treinar pesado, sem nunca deixar aquele toque na beleza de lado. No esporte, em que os homens são maioria, ela se destaque pelo bom desempenho nos treinos. Por aqui, não tem machismo, eles fazem questão de contribuir com a evolução dela. O preparador físico Marcelo Cunha, faz questão de incentivar a atleta.
– Ela tem que ter no minimo oito horas de sono, a gente fica regulando a alimentação dela, não deica ela falhar em nada. Temos que deixar o mais profissional possível para ela poder competir de igual para igual – ressalta.