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Acre está entre estados com aumento de casos graves de doenças respiratórias e registra alta de Covid-19

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: redação. 25/09/2026 às 15:31

O Acre está entre os quatro estados brasileiros que apresentam aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira, 24. O levantamento também identificou um leve crescimento dos casos graves de Covid-19 no estado, embora a incidência da doença permaneça em níveis baixos.

A atualização considera os dados da Semana Epidemiológica 37, correspondente ao período de 13 a 19 de setembro, e aponta que Acre, Maranhão, Rio Grande do Sul e Sergipe apresentam crescimento dos casos de SRAG, associado principalmente à circulação do rinovírus.

No Acre, o estudo também identificou aumento dos casos de SRAG por Covid-19. Apesar do crescimento, os pesquisadores destacam que a incidência de casos graves provocados pelo coronavírus ainda é considerada baixa.

Rio Branco também apresenta crescimento de casos graves

A capital acreana aparece entre as duas únicas capitais brasileiras que registram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, acompanhada de tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

Além de Rio Branco, apenas Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, apresenta esse cenário entre as 27 capitais analisadas pela Fiocruz.

O levantamento considera tanto a incidência registrada nas duas últimas semanas quanto a tendência de crescimento dos casos ao longo das últimas seis semanas epidemiológicas.

No cenário nacional, entretanto, os casos graves de doenças respiratórias apresentam tendência de queda no longo prazo e estabilização ou oscilação nas últimas três semanas.

Rinovírus está entre os principais responsáveis pelo aumento

Segundo os pesquisadores do InfoGripe, o crescimento de SRAG nos estados em alerta está associado, em grande parte, ao rinovírus, que tem atingido especialmente crianças e adolescentes.

Em Sergipe e no Rio Grande do Sul, o metapneumovírus também contribui para o aumento dos registros. Já no Acre, o boletim chama atenção para o crescimento dos casos graves associados à Covid-19.

Outros cinco estados apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São eles:

Crianças pequenas e idosos são os mais afetados

O boletim também aponta que as doenças respiratórias continuam apresentando maior impacto nos extremos das faixas etárias.

Nas últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência de SRAG foi mais elevada entre crianças de até 2 anos, principalmente em razão do vírus sincicial respiratório (VSR) e do rinovírus.

Já a mortalidade foi maior entre pessoas com 65 anos ou mais, tendo como principais agentes associados o VSR, o rinovírus e a influenza A.

Os casos graves provocados pelo VSR seguem em queda ou estáveis em níveis baixos na maior parte do país. Roraima é a única unidade da Federação que ainda apresenta incidência elevada, apesar da tendência de redução.

Brasil já registrou mais de 154 mil casos graves de doenças respiratórias em 2026

Desde o início do ano epidemiológico, o Brasil contabilizou 154.358 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Desse total:

Entre os casos positivos registrados em 2026, o vírus sincicial respiratório foi o mais frequente, seguido pelo rinovírus.

Confira a distribuição dos vírus identificados:

Vírus respiratório Percentual entre os casos positivos
Vírus sincicial respiratório (VSR) 40,8%
Rinovírus 31,7%
Influenza A 16,7%
Influenza B 5,5%
Covid-19 3,8%

O país também registrou 6.866 mortes por SRAG em 2026. Entre os óbitos com resultado positivo para vírus respiratórios, a influenza A apresentou a maior participação, com 35,1%, seguida pelo rinovírus, com 23%, e pelo VSR, com 16,5%.

Quais cuidados são recomendados?

Diante do crescimento dos casos graves em estados como o Acre, os pesquisadores da Fiocruz recomendam a manutenção de medidas para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

Entre as principais orientações estão:

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