O varejo do Acre registrou crescimento de 12,8% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice do Varejo Stone. O resultado colocou o estado na segunda posição entre as unidades da Federação com maior avanço no período, atrás apenas do Amazonas, que teve alta de 21,8%. Tocantins aparece em terceiro, com crescimento de 11,4%. Os dados fazem parte da 44ª edição do Índice do Varejo Stone, que analisa o comportamento da atividade varejista em agosto de 2026 a partir de informações públicas e dados transacionais de milhões de clientes da StoneCo.
O levantamento mostra que o desempenho do Acre ocorreu em um cenário de forte expansão do comércio na região Norte. A região apresentou crescimento médio de aproximadamente 10,4% no volume de vendas em agosto, o maior entre as cinco regiões brasileiras. Nordeste e Centro-Oeste registraram média de 5,1%, o Sudeste teve 4,0% e o Sul apresentou 2,3%.
No ranking nacional, o Acre ficou atrás somente do Amazonas, que apresentou crescimento de 21,8% nas vendas em agosto, na comparação anual. Tocantins, com 11,4%, completou as três maiores altas. O relatório aponta que praticamente todo o país apresentou resultados positivos. Apenas dois estados tiveram queda nas vendas no período: Rio Grande do Sul, com recuo de 1,6%, e Espírito Santo, com queda de 0,4%.
O mapa apresentado na página 13 do estudo também destaca o desempenho do Acre entre os maiores resultados estaduais do mês, com os 12,8% registrados pelo comércio acreano.
É importante destacar que o percentual de 12,8% não representa crescimento do varejo acreano de julho para agosto. O dado é uma comparação anual, ou seja, mede a diferença no volume de vendas entre agosto de 2026 e agosto de 2025.
O Índice Stone Restrito representa o volume de vendas do varejo e exclui os segmentos de materiais de construção, veículos e peças e atacarejo especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo.
No cenário brasileiro, agosto marcou o terceiro mês consecutivo de crescimento do varejo. O Índice Ampliado avançou 0,5% em relação a julho, enquanto o Índice Restrito teve alta de 1,0%, ambos com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2025, os crescimentos foram de 7,0% e 6,7%, respectivamente.
Entre os segmentos, Combustíveis e Lubrificantes registraram a maior alta mensal, de 2,7%, enquanto Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo cresceram 1,6%. Móveis e Eletrodomésticos, Tecidos, Vestuário e Calçados e Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico tiveram alta de 0,6%.
Na comparação com agosto do ano passado, Combustíveis e Lubrificantes lideraram novamente, com crescimento de 15,2%, seguidos por Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo, com 8,5%, e Material de Construção, com 7,8%. O único segmento a apresentar resultado anual negativo foi Tecidos, Vestuário e Calçados, com queda de 3,5%.

