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Acre registra queda expressiva no número de queimadas em julho de 2026, mas poluição do ar e calor acendem alerta

O mês de julho de 2026 encerrou com números bastante positivos para o combate aos incêndios florestais no Acre. Segundo os dados do satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado registrou 56 focos ativos de queimadas ao longo do mês.

O resultado fica expressivamente abaixo da média histórica de julho, que é de 242 focos (calculada entre 1998 e 2025).

No comparativo do mês de julho em anos recentes, o Acre registrou 56 focos de queimada em 2026, indicando uma redução expressiva de 65,6% em relação a julho de 2025, quando foram contabilizados 163 focos. A queda é ainda mais significativa se comparada a julho de 2024, ano em que o estado somou 603 focos, representando um recuo de 90,7% no período. Nos anos anteriores, os registros do mesmo mês apontaram 212 focos em 2023, 313 em 2022, 433 em 2021 e 335 em 2020.

Acumulado do ano (Janeiro a Julho/Início de Agosto)

No balanço acumulado do ano de 2026 até o início de agosto, o Acre totalizou 97 focos de queimada. Em comparação com os períodos equivalentes dos anos anteriores, o recuo é significativo:

  • 2026 (até agora): 97 focos

  • 2025: 236 focos

  • 2024: 802 focos

  • 2023: 322 focos

  • 2022: 478 focos

  • 2021: 788 focos

  • 2020: 649 focos

Qualidade do ar em Rio Branco 

Apesar da queda no número de queimadas florestais, a população da capital, Rio Branco, enfrenta os impactos da seca e da poluição atmosférica local. Na manhã desta quarta-feira, 5, a concentração de partículas poluentes no ar da capital atingiu um nível 2,8 vezes superior ao limite máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os dados foram levantados pela plataforma suíça IQAir, especializada no monitoramento do ar, que registrou um Índice de Qualidade do Ar (AQI) de 60, classificado na faixa Moderada. O principal poluente identificado foi o PM2.5, composto por partículas finas menores que 2,5 micrômetros, capazes de penetrar profundamente nos pulmões e alcançar a corrente sanguínea, apresentando uma concentração registrada de 14 microgramas por metro cúbico (µg/m³).