O Acre registrou a terceira maior variação relativa na geração de empregos com carteira assinada do Brasil entre janeiro e agosto de 2026, com alta de 4,09% no número de vínculos formais. Os dados do Novo Caged foram divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estado fica atrás apenas do Amapá, que lidera o ranking proporcional com 6,30%, e do Piauí, com 4,27%.
Em números absolutos, São Paulo concentra o maior saldo acumulado no ano, com 306.883 novas vagas. Minas Gerais aparece em seguida, com 123.176, e o Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 77.670.
No cenário nacional, o país fechou agosto com saldo positivo de 165.827 postos de trabalho. O resultado corresponde à diferença entre 2.294.563 contratações e 2.128.736 desligamentos no mês. Com isso, o total de vínculos formais no Brasil chegou a 48.244.696.
Nos oito primeiros meses do ano, o país acumula 1.134.033 novos postos, o que representa crescimento de 2,41%. No intervalo de 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, a alta foi de 887.708 vagas, equivalente a 1,87%.
Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentaram expansão no acumulado de 2026. O setor de Serviços respondeu pelo maior volume, com 697.859 postos e crescimento de 3,05%. A Construção gerou 200.431 vagas e registrou a maior taxa proporcional entre os setores, de 6,79%. A Indústria abriu 170.442 postos (+1,90%), a Agropecuária somou 56.024 (+3,09%) e o Comércio fechou o período com 9.300 empregos a mais (+0,09%).
Em agosto, todos os grupamentos também tiveram saldo positivo. Serviços lideraram com 110.346 vagas, seguidos por Construção (+20.848), Indústria (+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária (+1.452).
No recorte mensal, 24 estados tiveram aumento no número de empregos formais. São Paulo (+42.533), Rio de Janeiro (+20.886) e Pernambuco (+13.428) registraram os maiores saldos absolutos. Em termos proporcionais, os destaques do mês foram Paraíba (+1,59%), Amapá (+1,38%) e Rio Grande do Norte (+0,92%).
Do total de vagas criadas em agosto, 73,5% correspondem a vínculos típicos, com 121.964 postos. Os outros 26,5% são vínculos não típicos, que somaram 43.863 postos, em sua maioria trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais (+40.661) e aprendizes (+17.637).
O levantamento aponta saldo positivo para mulheres (+83.989) e homens (+81.838) no mês. A população de até 24 anos concentrou 128.997 das novas vagas. Por escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo tiveram o maior saldo (+100.939), seguidos pelos que possuem ensino médio incompleto (+23.651). Os demais níveis de instrução somaram 41.237 postos. Pardos (+117.830), brancos (+38.401), pretos (+19.062) e indígenas (+242) também registraram saldo positivo.
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74 em agosto, valor estável em relação a julho, quando atingiu R$ 2.411,48. Na comparação com agosto de 2025, período em que a média era de R$ 2.386,43, houve aumento de R$ 24,31, o que corresponde a 1,02%.



