Pular para o conteúdo
O Juruá Em Tempo
Início / Acre

Eleições no Acre: 132 candidatos já têm declarados R$ 35,9 milhões em recursos para campanha

A corrida eleitoral de 2026 no Acre já começa a revelar uma forte concentração de recursos nas mãos de um grupo restrito de candidatos. O levantamento feito pelo ac24horas na última segunda-feira (31) com base nos valores declarados pelas candidaturas mostra que 132 candidatos já têm registrados em receitas, juntos, aproximadamente R$ 35,9 milhões.

De acordo com a pesquisa feita pelo ac24horas, apenas seis candidatos concentram cerca de R$ 14,8 milhões, o equivalente a mais de 40% de todo o volume declarado no levantamento. No topo da lista estão Marcio Bittar (PL), Gladson Cameli (PP) e Mailza Assis (PP), cada um com R$ 3 milhões declarados. Os três, sozinhos, somam R$ 9 milhões. Bittar e Cameli disputam vagas no Senado, enquanto Mailza concorre ao Governo do Acre.

A diferença aumenta quando são acrescentados os candidatos a deputado federal Zé Adriano e Zezinho Barbary, ambos do PP, com R$ 2 milhões cada, e o candidato ao Governo Alan Rick (Republicanos), que já declarou R$ 1,8 milhão. Esse grupo de seis candidaturas reúne R$ 14,8 milhões.

Disputa pelo governo começa com diferença milionária

Entre os candidatos ao Governo do Acre, a distância financeira é significativa.

Mailza Assis aparece na liderança, com R$ 3 milhões declarados. Alan Rick tem R$ 1,8 milhão, enquanto Tião Bocalom (PSDB) declarou R$ 300 mil. Eudo Raffael (PCB), por sua vez, aparece com R$ 9,2 mil.

A diferença entre Mailza e Bocalom chega a R$ 2,7 milhões. Em relação a Eudo Raffael, a distância supera R$ 2,99 milhões.

Senado também tem concentração

A disputa pelas duas vagas do Senado apresenta outro cenário de concentração.

Marcio Bittar e Gladson Cameli lideram com R$ 3 milhões cada. Jorge Viana (PT) aparece em seguida, com R$ 1,6 milhão, enquanto Mara Rocha (Republicanos) declarou R$ 1,2 milhão.

Bem abaixo dos líderes estão Eduardo Velloso (Solidariedade), com R$ 9 mil, e Professor Inacio Moreira (PSOL), com R$ 1,3 mil.

A diferença entre os extremos é superior a R$ 2,99 milhões. Na prática, os dados mostram que alguns candidatos já iniciam a disputa com uma estrutura financeira muito superior à de seus concorrentes.

Câmara Federal: R$ 2 milhões de um lado, R$ 4 mil do outro

A diferença também aparece com força entre os candidatos à Câmara Federal.

Zé Adriano e Zezinho Barbary lideram entre os candidatos ao cargo, com R$ 2 milhões cada. Perpétua Almeida aparece com R$ 1,1 milhão, enquanto Dr. Fábio Rueda e Sheila Andrade já declararam R$ 1 milhão cada.

Na outra ponta, candidatos como Nety do Vale, Ney Amorim e Leonardo Melo aparecem com valores muito menores: R$ 5 mil, R$ 4 mil e R$ 3 mil, respectivamente.

Entre Zé Adriano, que lidera o ranking, e Leonardo Melo, a diferença chega a aproximadamente R$ 1,997 milhão.

Deputados estaduais também têm grande disparidade

Entre os candidatos à Assembleia Legislativa, Dra. Michelle Melo (União Brasil) aparece na liderança, com R$ 810 mil declarados. Charlene Lima e Maria Lucinéia, ambas do PL, aparecem com R$ 700 mil cada. Adailton Cruz, Tio Pablo Bregense e Whendy Lima, todos do União Brasil, aparecem com R$ 300 mil cada.

Ao mesmo tempo, dezenas de candidatos aparecem com R$ 10 mil ou menos declarados. Há ainda candidaturas com valores de apenas alguns milhares de reais, mostrando a distância entre os que concentram maior volume de recursos e aqueles que iniciam a disputa com estruturas financeiras mais enxutas.

Os valores abrangem tanto o recebimento de recurso público quanto doações de terceiros.