A Região Geográfica Imediata de Rio Branco registrou uma expansão da atividade agropecuária nos últimos anos, acompanhada pelo avanço das lavouras de soja e pela redução da área destinada ao cultivo de mandioca. Os dados fazem parte de um estudo divulgado nesta semana pelo Instituto Escolhas sobre a alimentação nas regiões metropolitanas da Amazônia Legal.
Segundo o levantamento, a área agropecuária da região de Rio Branco alcançou 1,08 milhão de hectares em 2024, um crescimento de 16% em relação a 2017. Apesar da expansão da área destinada à produção, o número de estabelecimentos agropecuários caiu 7% entre 2017 e 2022, indicando uma tendência de concentração das atividades no campo.
No recorte específico do Acre, a soja já ocupa 32% de toda a área plantada na região de Rio Branco, enquanto a mandioca representa apenas 7%. O arroz também responde por 7% da área cultivada, seguido pelo milho, com 4%, e pelo feijão, com 2%. O estudo aponta que esse movimento acompanha uma tendência observada em toda a Amazônia Legal, onde culturas voltadas ao mercado, como a soja, vêm ganhando espaço em detrimento de alimentos tradicionais.
Outro dado destacado pelo Instituto Escolhas é que o Acre é o único estado da Amazônia Legal cuja Central de Abastecimento (Ceasa) disponibiliza informações sobre a quantidade de alimentos comercializados. Nos demais estados da região, os pesquisadores apontam um “apagão” de dados sobre abastecimento, o que dificulta o planejamento de políticas públicas para o setor.
O levantamento também analisou o custo da alimentação. Em 2025, o gasto médio mensal com a cesta básica em Rio Branco foi estimado em R$ 648,33. Entre as capitais da Amazônia Legal, o valor ficou acima de Porto Velho (R$ 636,37) e abaixo de Palmas (R$ 712,96), que registrou a cesta mais cara da região. Na comparação entre 2016 e 2025, o custo da cesta básica na capital acreana aumentou 14%.

