O déficit previdenciário e o peso do aporte mensal para manter o Acreprevidência são hoje um dos maiores gargalos fiscais do Estado. Em entrevista ao Em Cena, o podcast do ContilNet, nesta segunda-feira (24), o chefe da Casa Civil, Cristovam Moura, revelou que o Poder Executivo contratou estudos estratégicos junto ao Banco Mundial para encontrar soluções de longo prazo e garantir a sustentabilidade do sistema sem comprometer a capacidade de investimentos públicos.
Segundo o secretário, o valor destinado mensalmente para cobrir a previdência exige um esforço orçamentário expressivo do Governo. O ContilNet apurou que o montante aportado pelo executivo, mensalmente, chega a mais de R$ 60 milhões.
“O Estado hoje tem um custo muito alto para fazer a cobertura do déficit da previdência. É um aporte mensal expressivo e que compromete a capacidade de investimento”, destacou.
Para buscar alternativas técnicas e aliciar o impacto sobre o caixa estadual, a governadora determinou a contratação de uma consultoria internacional e a realização da segregação de massas dos fundos.
“Por determinação da governadora, nós estamos construindo estudos junto ao Banco Mundial para encontrar alternativas de mitigar esse impacto a longo prazo. É um trabalho técnico complexo, que envolve a segregação de massas dos fundos previdenciários”, pontuou.
Moura destacou que o objetivo central da medida é equilibrar a responsabilidade fiscal com a segurança dos servidores aposentados e pensionistas do Estado:
“A meta é dar sustentabilidade ao sistema, garantindo o pagamento dos aposentados e pensionistas no futuro sem estrangular as finanças e os investimentos públicos do Estado”.




