A investigação sobre o acidente aéreo ocorrido em Manoel Urbano, em março de 2024, que resultou na morte de quatro pessoas, chegou a aproximadamente 70% de desenvolvimento, segundo atualização divulgada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) na última sexta-feira (21).
De acordo com o Reporte Intermediário da investigação, ainda estão em desenvolvimento procedimentos de coleta de dados relacionados aos componentes e aos sistemas da aeronave, além do desempenho técnico do fator humano envolvido na ocorrência.
O acidente aconteceu em 18 de março de 2024. Conforme a descrição do Cenipa, a aeronave modelo Cessna Skyline 182, monomotor, decolou do aeródromo de Manoel Urbano (SIMB) com destino ao aeródromo de Santa Rosa do Purus (SSRA), realizando transporte de passageiros. Havia um tripulante e seis passageiros a bordo. O avião era homologado para o transporte de 6 pessoas.
Ainda segundo o reporte, logo após a decolagem, a aeronave perdeu potência e realizou um pouso de emergência. As circunstâncias que envolveram a perda de potência, no entanto, continuam sob investigação.
A tragédia deixou quatro mortos e três sobreviventes. Entre as vítimas fatais estavam o empresário peruano Sidney Estuardo Hoyle Vega, Suanne Camelo, a biomédica Amélia Cristina Rocha Marques, de 28 anos, e o comandante da aeronave, Valdir Roney Mendes, de 59 anos.

O caso teve consequências que se prolongaram por meses. Amélia morreu em 24 de maio de 2024, após mais de dois meses internada em Manaus devido aos graves ferimentos sofridos no acidente. O comandante Roney Mendes morreu em 12 de julho daquele ano, após permanecer internado por quase quatro meses.

Para a etapa de análise, o Cenipa informou que estão sendo examinadas questões de segurança relacionadas ao aeródromo e aos auxílios de solo em geral, à operação da aeronave, ao sistema ou componente da aeronave e à manutenção e aos reparos. Até o momento, segundo o órgão, não houve emissão de Recomendações de Segurança relacionadas à ocorrência.




