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Movimentação em Xapuri nesta terça-feira faz relembrar o caso de Chico Mendes

Cidade vai viver movimentação típica dos grandes julgamentos. Dez pessoas vão sentar no banco de réus pelo linchamento de um pedreiro do município, em 2017

Exatos 28 anos depois do julgamento do fazendeiro Darli Alves da Silva e seu filho Darcy Alves Pereira pelo assassinato do líder sindical Chico Mendes, a acanhada sede do fórum criminal de Xapuri deve viver, nesta terça-feira 13, movimentação típica daqueles tempos passados. Ao todo, pelo menos dez réus estarão sob julgamento a partir das 8 horas de amanhã e serão representados por no mínimo dez advogados.

Defesa e acusação devem apresentar pelo menos 7 testemunhas, o que deverá levar o julgamento a ser um dos mais longos da história da cidade, como ocorreu no caso Chico Mendes. Dois promotores de justiça vão atuar no caso.

As dez pessoas submetidas a julgamento, sete homens e três mulheres, são acusadas de terem sido os linchadores do pedreiro Almir de Moura Souza, morador de Xapuri, morto em setembro de 2017, a golpes de pau e facão. O pedreiro foi pego pelo grupo quando saia de uma festa. Os agressores seriam integrantes de uma facção criminosa e teriam identificado o pedreiro como um rival. Na época, 17 pessoas foram apontadas como envolvidas no assassinato – pelo menos sete eram menores de idade à época do crime e por isso não irão a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular.