O número de pessoas submetidas ao monitoramento eletrônico no Acre cresceu 12,2% entre janeiro e julho de 2026, segundo os relatórios mensais do Departamento de Execução Penal (DEEP), do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (IAPEN). O contingente passou de 3.168 monitorados em janeiro para 3.554 em julho, um aumento de 386 pessoas.
O crescimento foi gradual ao longo do período. Em março, o IAPEN registrava 3.244 pessoas monitoradas. Em maio, eram 3.414; em junho, 3.489; e, em julho, o número chegou a 3.554.
Em julho, a taxa de aprisionamento entre os monitorados chegou a 403,57 pessoas para cada 100 mil habitantes, considerando a população de referência de 880.631 habitantes utilizada pelo IAPEN.
Mais de 9 mil pessoas no sistema
O crescimento do monitoramento eletrônico ocorre em um sistema penal que, em julho, contabilizou 9.077 pessoas no total geral do Estado, conforme o relatório do IAPEN. O levantamento consolidado aponta 5.523 pessoas em celas físicas e 3.554 em celas virtuais, submetidas ao monitoramento eletrônico.
O relatório também apresenta, em outro quadro, 5.514 presos nas unidades prisionais, número utilizado para calcular a capacidade, o déficit de vagas e a taxa de ocupação das unidades físicas. Essa diferença de nove pessoas decorre da forma como os dados são organizados nos diferentes quadros do documento. Por isso, para o total estadual, o número oficial apresentado pelo relatório é 9.077.
Presídios seguem acima da capacidade
O quadro das unidades prisionais mostra que a estrutura física continua superlotada. Em julho, eram 5.514 presos para uma capacidade real de 3.928 vagas, resultando em déficit de 1.586 vagas e taxa de ocupação de 134,78%.
A maior pressão estava na Divisão de Estabelecimentos Penais de Recolhimento Provisório de Rio Branco. A unidade tinha 1.962 presos para 759 vagas, com ocupação de 258,5% e déficit de 1.203 vagas.
Cruzeiro do Sul também apresentava superlotação significativa, com 869 presos para 501 vagas, ocupação de 169,7% e déficit de 368 vagas. Em Tarauacá, eram 434 presos para 280 vagas, com ocupação de 155%.
Maioria está no regime fechado
Entre os presos mantidos nas unidades físicas, 1.314 eram provisórios, correspondendo a 23,83% do contingente. Já os presos em regime fechado somavam 4.160, equivalentes a 75,44%.
Os números dos relatórios mostram, portanto, dois movimentos simultâneos no sistema penal acreano. Enquanto o número de pessoas submetidas ao monitoramento eletrônico aumentou 12,2% nos primeiros sete meses do ano, as unidades prisionais continuaram operando acima da capacidade.
Em julho, o Acre tinha oficialmente 9.077 pessoas contabilizadas no sistema prisional, sendo 3.554 em monitoramento eletrônico e 5.523 registradas no consolidado como presas em celas físicas.

