O ContilNet esteve na comunidade Boca do Caeté, em Sena Madureira, no exato local onde, há 55 anos, ocorreu o maior acidente aéreo da história do Acre. A tragédia, registrada em 28 de setembro de 1971, provocou a morte de 33 pessoas, entre elas o bispo Dom Giocondo Maria Grotti.
O acidente aconteceu pouco depois da decolagem de um avião Douglas DC-3, da companhia Cruzeiro do Sul, que seguia de Sena Madureira para Rio Branco. De acordo com relatos históricos, a aeronave apresentou problemas mecânicos logo após deixar a antiga pista de pouso da cidade.

Durante o voo, o avião acabou colidindo com uma árvore da espécie Manitê e caiu na região da Boca do Caeté, a poucos minutos da área urbana de Sena Madureira.

Com o impacto, a aeronave explodiu e todos os ocupantes morreram. A tragédia provocou comoção em Sena Madureira e se tornou um dos episódios mais marcantes da história da aviação no Acre.
Mais de cinco décadas depois, o local ainda guarda marcas daquele acidente, uma vez que os destroços da aeronave permanecem na região onde ocorreu a queda.

Uma tragédia poucos dias após o aniversário da cidade
O acidente aconteceu apenas três dias depois do aniversário de 67 anos de fundação de Sena Madureira. Naquela época, o transporte aéreo era uma das principais formas de ligação entre os municípios acreanos, principalmente diante das dificuldades de trafegabilidade da BR-364.
A estrada ainda não oferecia condições adequadas para deslocamentos regulares, fazendo com que os aviões desempenhassem um papel importante no transporte de passageiros entre as cidades do estado.

O Douglas DC-3 era um avião bimotor, equipado com motores a pistão e propulsão por hélices, com asas baixas. Desenvolvido e fabricado nos Estados Unidos pela Douglas Aircraft Company entre 1936 e 1950, o modelo se tornou um dos aviões mais conhecidos da história da aviação.



