Rio Branco possui 87 áreas classificadas com risco geológico e hidrológico, onde vivem aproximadamente 44.068 pessoas, segundo o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), apresentado nesta quarta-feira, 05, pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). O levantamento também identificou 11.017 imóveis localizados em áreas suscetíveis a inundações, deslizamentos, erosão fluvial e rastejo de solo.
O estudo aponta que a maior parte da população vulnerável está concentrada em áreas de risco alto. Ao todo, são 51 setores nessa classificação, que reúnem cerca de 35.924 moradores distribuídos em 8.981 imóveis. Outras 14 áreas foram enquadradas como de risco muito alto, onde vivem aproximadamente 3.560 pessoas em 890 imóveis. Já os 22 setores classificados como risco médio concentram 4.584 moradores em 1.146 imóveis.
De acordo com o relatório, as inundações representam quase 60% dos processos de risco identificados no município, principalmente em razão das cheias recorrentes do rio Acre e de seus afluentes. O documento também registra áreas sujeitas a deslizamentos, erosão e rastejo de solo, além de destacar os eventos extremos ocorridos em 2012, 2015, 2023 e 2024.
Entre os bairros com maior número de moradores vivendo em áreas de risco estão Cidade Nova e Quinze, que somam mais de 7,4 mil pessoas em setores classificados como de risco alto. Em seguida aparecem Taquari, com cerca de 5,2 mil moradores em diferentes setores de risco; 6 de Agosto, com aproximadamente 4,5 mil pessoas; e Recanto dos Buritis, onde vivem cerca de 3,5 mil moradores em áreas mapeadas pelo estudo.
As áreas classificadas como de risco muito alto estão localizadas nos bairros Dom Giocondo, Novo Horizonte, 6 de Agosto e Taquari, além da região do Igarapé da Judia, na Avenida Durval Camilo. Já os setores de risco alto abrangem bairros como Cidade Nova, Quinze, Taquari, Recanto dos Buritis, Sobral, Calafate, Aeroporto Velho, Centro, Santa Inês e Canaã, entre outros. O estudo esclarece que um mesmo bairro pode aparecer em mais de uma categoria porque diferentes setores receberam classificações distintas conforme as características do terreno e o grau de vulnerabilidade das ocupações.
O Plano Municipal de Redução de Riscos foi elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com o Ministério das Cidades, com apoio da Defesa Civil Municipal. Os levantamentos foram realizados em três etapas de campo, entre junho e setembro de 2025 e fevereiro de 2026. O documento servirá como base técnica para orientar o planejamento urbano, a captação de recursos e a definição de ações de prevenção de desastres no município.

