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Saneamento no Acre sustenta 1,7 mil empregos e movimenta R$ 141 milhões por ano

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: AC24horas. 13/08/2026 às 08:10

Um estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil, em agosto de 2026, mostra que os investimentos e as operações de saneamento básico nos 22 municípios do Acre geraram impactos expressivos na economia estadual. Intitulado “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento no Acre”, o levantamento aponta que as atividades do setor sustentaram, em média, 1.702 empregos por ano e geraram aproximadamente R$ 141,3 milhões anuais em renda entre 2010 e 2024.

O estudo considera os efeitos diretos, indiretos e induzidos das atividades de saneamento, incluindo investimentos em obras, expansão das redes de abastecimento de água e coleta de esgoto, além da operação dos serviços.

Investimentos somaram R$ 560 milhões

Entre 2010 e 2024, os investimentos em manutenção e expansão das redes de água e esgoto nos municípios acreanos somaram R$ 560,259 milhões, em valores corrigidos pela inflação. A média anual foi de R$ 37,351 milhões.

O investimento acumulado correspondeu a R$ 676,43 por habitante, ou aproximadamente R$ 45,10 por habitante por ano durante o período analisado.

O valor ficou abaixo das médias registradas no país e na Região Norte. No Brasil, o investimento médio anual foi de R$ 104,89 por habitante, enquanto na Região Norte chegou a R$ 52,14.

Segundo o levantamento, os números indicam que o nível de investimentos no Acre ainda é insuficiente para que o estado avance rumo à universalização do saneamento básico.

Obras geraram empregos

Os investimentos em obras de saneamento sustentaram, em média, 140 empregos diretos por ano na construção civil. Esses postos de trabalho representaram cerca de R$ 6,248 milhões anuais em salários, benefícios e contribuições trabalhistas.

Além da mão de obra, as construtoras responsáveis pelas obras movimentaram fornecedores de materiais e serviços. Os gastos nessa cadeia foram estimados em R$ 22,854 milhões por ano, correspondendo a 61,2% do investimento médio realizado no período.

Considerando os efeitos indiretos e induzidos, os investimentos em expansão das redes de saneamento sustentaram aproximadamente 333 empregos por ano e geraram R$ 39,443 milhões anuais em renda na economia.

Operação do saneamento sustenta 1.702 empregos

O impacto econômico não está restrito às obras de expansão. A própria operação dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto também movimenta a economia.

Entre 2010 e 2024, as operações de saneamento no Acre registraram receita média de R$ 97,878 milhões por ano e sustentaram 663 empregos diretos anualmente.

As despesas com salários, benefícios e contribuições trabalhistas chegaram a R$ 55,212 milhões por ano. Outros R$ 43,468 milhões anuais foram destinados à compra de insumos e contratação de serviços necessários para a operação dos sistemas.

Na média do período, a renda gerada diretamente pelas atividades de saneamento alcançou R$ 54,410 milhões por ano.

Efeito se espalha pela cadeia produtiva

O estudo estima ainda a geração de 342 empregos indiretos por ano na cadeia produtiva do saneamento. Esses postos estão relacionados às indústrias fornecedoras de insumos para tratamento de água e esgoto e a empresas de serviços ligadas ao setor.

A renda indireta foi estimada em R$ 26,176 milhões por ano. Somados os efeitos diretos e indiretos, a renda alcançou R$ 80,585 milhões anuais.

Já os efeitos induzidos — relacionados principalmente ao consumo gerado pela renda dos trabalhadores e pela movimentação econômica — representaram aproximadamente 698 empregos e R$ 60,702 milhões em renda por ano.

Com a soma dos efeitos direto, indireto e induzido, o estudo conclui que as operações de saneamento nos 22 municípios do Acre sustentaram 1.702 empregos e geraram R$ 141,288 milhões de renda por ano, em média, entre 2010 e 2024.

Saneamento como vetor econômico

Além dos impactos na saúde pública, no meio ambiente e na qualidade de vida da população, o levantamento evidencia que a expansão do saneamento também funciona como vetor de desenvolvimento econômico.

Os investimentos movimentam setores como construção civil, indústria, comércio e prestação de serviços, enquanto a operação dos sistemas mantém postos de trabalho e gera renda em diferentes segmentos da economia.

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