A tradicional Marcha para Jesus não será realizada este ano em Cruzeiro do Sul. O Governo do Acre esclareceu que a ausência de repasse estadual para o evento não está relacionada ao atual cenário político ou eleitoral do município, mas a questões legais e administrativas.
Segundo o Governo do Estado, o Edital nº 001/2026/FEM, lançado pela Fundação Elias Mansour (FEM) para viabilizar apoio estadual à realização da Marcha para Jesus, foi cancelado no dia 23 de junho de 2026.A decisão ocorreu em razão das restrições impostas pelo período eleitoral, da falta de tempo hábil para concluir regularmente o chamamento e de apontamentos feitos por órgãos de controle, entre eles o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
O governo afirma ainda que só tomou conhecimento da demanda específica relacionada à Marcha para Jesus de Cruzeiro do Sul no dia 15 de julho, quando pastores do município procuraram informalmente a gestão para tratar sobre a realização do evento.Na ocasião, o edital já estava cancelado havia mais de três semanas.
O Estado também destaca que, naquele momento, as candidaturas e os respectivos apoios políticos que hoje fazem parte do cenário eleitoral ainda não estavam formalizados. Dessa forma, o governo rejeita qualquer interpretação de que a ausência do repasse tenha ocorrido por decisão política contra lideranças ou grupos de Cruzeiro do Sul.
Em nota, o Governo do Acre afirmou manter o respeito à Marcha para Jesus, às igrejas e às lideranças cristãs do município. A gestão estadual reforçou que o que ocorreu foi uma impossibilidade legal e administrativa de financiar o evento neste ano, e não uma retirada de apoio à iniciativa.
“O diálogo permanece aberto para que futuras parcerias possam ser construídas dentro das regras e com a segurança jurídica necessária”, informou o governo.A Nota publicada nesta sexta-feira ,28, cita que a governadora Mailza Assis Cameli mantém, uma relação de respeito, diálogo e proximidade com a comunidade evangélica. “A gestão reconhece a importância das igrejas e de suas lideranças na vida das famílias e comunidades acreanas”, pontua a Nota.

