“Acredito em Deus e confio na justiça, pois creio na minha inocência”, afirma Ilderlei Cordeiro

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira, 11, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Ilderlei Cordeiro (PP), afirmou que acredita em Deus e confia na justiça. “Creio na minha inocência”, disse após o Ministério Público Eleitoral decidir pela perda do seu mandato, em decorrência de um possível compra de votos.

“Eu fiz questão de visitar os membros da corte em Rio Branco e pedi que eles ouvissem o áudio e apontassem onde o meu nome aparece envolvido nesse caso. A primeira banca de advogados que estava fazendo a defesa de o todo o grupo envolvido, pediu que o áudio não fosse validado. Por isso, troquei de advogado pois fiz questão que o áudio passasse por perícia. Confio na minha inocência”, salientou Ilderlei Cordeiro.

Os advogados de defesa de Ilderlei estão recorrendo da decisão da justiça. “A decisão judicial deferiu apenas a cassação do diploma, mas, não implica que devo me afastar imediatamente. Nós estamos recorrendo disso”, destacou.

Se a chapa for cassada, quem assume a Prefeitura de Cruzeiro do Sul é o presidente da Câmara de Vereadores, Clodoaldo Rodrigues (PR). A sentença cabe recurso.

“Eu estou em paz, não acredito que eu possa ser cassado. Mas, se Deus assim permitir, saio de cabeça erguida. Nunca fui apaixonado pelo poder ou vivi do poder. Quando sai do meu mandato de deputado federal, saí de cabeça erguida. Tenho meus negócios e estou em paz”, endossou.

Especula-se que a investigação envolva perseguição política de Vagner Sales (MDB), também condenado neste caso e em muitos outros crimes eleitorais.

Entenda do caso

Os ex aliados Ilderlei Cordeiro (PP) e Vagner Sales (MDB) foram condenados pelo Ministério Público Eleitoral no caso de uma suposta compra de votos para eleição do atual prefeito de Cruzeiro do Sul, na eleição de 2016.

De acordo com a sentença, é decretada a cassação dos diplomas com a consequente perda dos mandatos eletivos do prefeito Ilderlei Cordeiro e do seu vice- Zequinha Lima, levando e consideração o princípio da unicidade e indivisibilidade da chapa única majoritária.

A decisão judicial prevê ainda a inelegibilidade de Ilderlei, Vagner Sales, Edson, Firmino de Paula e Mário Vieira da Silva Neto, por oitos anos subsequentes à eleição de 2016. A decisão ainda cabe recurso.