Advogada com Covid-19 respira por aparelhos após desenvolver pneumonia

A advogada Isabela Fernandes, positiva para o novo coronavírus, sendo um dos três primeiros casos da Covid-19 no Acre, está realmente em estado grave, como revelou o portal Notícias da Hora, nesta segunda-feira, dia 23, após denuncia feita por funcionários de que a mulher precisava urgentemente de uma UTI.

Horas após a denúncia a Unimed Rio Branco publicou boletim médico no site da cooperativa pra tentar justificar o porquê de Isabela não ter sido transferida para uma UTI, como esperavam familiares e amigos. Especulava-se inclusive a morte da mulher em grupos de mensagens e sites noticiosos.

“A paciente, que estava em isolamento residencial sob monitoramento médico em decorrência de infecção por COVID-19, apresentou piora geral do quadro no dia 21/03/2020, precisando ser internada com cuidados de tratamento intensivo de suporte respiratório no Pronto Atendimento da Unimed”, diz o boletim.

Vale lembrar que a Unimed só divulgou o documento com informações sobre a advogada porque a família fez esse pedido. Os médicos confirmam o diagnóstico mais atual: “Após avaliação médica, constatou-se a instalação de um quadro de pneumonia viral, sendo iniciada conduta terapeuta de suporte”, dizem.

O boletim médico é assinado pelos médicos Marcelo Grando, diretor clínico do Pronto Atendimento, e pela médica pneumologista Rosely Barreiros, que é diretora técnica da unidade de saúde. A unidade de saúde onde está Isabele não oferece nenhuma Unidade de Terapia Intensiva, mas tem os respiradores mecânicos.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) destacou, procurada pelo portal, que a Unimed Rio Branco não teria feito a solicitação da vaga para a Central de Regulação, e por isso a mulher ainda não foi transferida para o setor público, que dispõe de suporte especializado para atendê-la.

Uma fonte do Pronto Atendimento, em contato com a reportagem, comentou que Isabela está em um leito da unidade particular e que precisa, urgentemente, ser transferida. “Aqui a gente tem dois leitos de retaguarda, quase uma UTI, mas não é suficiente. Essa é a verdade. Precisa ser transferida agora se possível”, comentou a fonte.

A pessoa, que pede para ter o nome mantido em sigilo, revela que a família estaria receosa com o atendimento, visto que na primeira vez, o exame que foi feito, quando a advogada procurou a Unimed, deu negativo. Só após isso é que se confirmou o exame positivo, ou seja, que ela estava com o vírus.

“Olha, o caso é bem grave, delicado, e é como o médico disse aqui, os médicos conversaram sobre o caso. Não é uma brincadeira, nem um caso comum. Ela tem insuficiência respiratória, e isso está complicando ainda mais o quadro clínico. Está sendo avaliada sequencialmente”, conta.

João Renato Jácome, do Notícias da Hora.

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