Advogada presa em Cruzeiro do Sul sofre com falta de assistência, diz defesa

A advogada Josimeire Teixeira Pereira teve sua liberdade monitorada cassada pela Justiça do Acre e foi presa, mais uma vez, nesta quarta-feira, 11, em Cruzeiro do Sul.

Pereira foi presa pela primeira vez no dia 23 de outubro e solta com tornozeleira eletrônica no dia 30 do mesmo mês. Ela é acusada de tráfico de drogas e envolvimento com organização criminosa.

Ao Juruá em Tempo, a defesa de Josimeire, o advogado Mauro Albano falou sobre as diversas “ilegalidades” da prisão da colega de profissão.

“Primeiro que ela não preenche os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva. A advogada jamais respondeu a qualquer processo crime anteriormente, possui bons antecedentes, trabalho lícito e residência fixa. Além disso, Cruzeiro do Sul não possui sala de estado maior nos termos que o STF determina e em sua ausência, a prisão domiciliar seria a medida mais adequada”.

O advogado destaca ainda a falta de assistência necessária pra Josimeire, que sofre com graves problemas de saúde. Inclusive, o Comando de Operações Especiais, onde ela está detida, já solicitou providências, pois não tem estrutura necessária para o tratamento da advogada.

“Conforme diversos laudos, prontuários, receituários e exames juntados aos autos, a advogada apresenta diversos problemas graves de saúde, é diabética, necessita de monitoração diária, com aplicações de insulinas, é hipertensa, além de alterações hepáticas consideráveis. O que está em risco é a vida de um ser humano”, relatou.

Por fim, a defesa informou que em julgamento do Habeas Corpus realizado no dia 5 deste mês, o Ministério Público solicitou a manutenção da liminar concedida pelo tribunal de Justiça a advogada, para que ela continuasse em prisão domiciliar.

“Já se passaram 46 dias da data da prisão da advogada, que permaneceu por 7 dias presa na sede da COE e em seguida em prisão domiciliar. O inquérito policial sequer foi concluído. Até o momento, ela está sendo investigada e não indiciada ou denunciada, muito menos condenada pela prática de crime algum”.