Advogado que morreu em acidente voltava de trabalho voluntário

O corpo do advogado Rafael Ciccone, de 42 anos, que foi vítima de um acidente de trânsito na tarde de quinta-feira (2), foi levado para Itu, interior de São Paulo, onde foi sepultado neste domingo (5).

Ele morava no Acre há 8 anos e, além de titular do cartório de imóveis de Cruzeiro do Sul, trabalhava como conciliador voluntário em Guajará (AM).

A família do advogado continua abalada. Ele era casado com a dentista Amanda Ciccone, que afirmou não estar em condições emocionais para falar sobre o caso. O casal tem dois filhos. A mulher e as crianças não foram para o sepultamento na cidade de Itu.

O funcionário do cartório de propriedade da família foi quem acompanhou o translado do corpo até a cidade paulista, onde ele sempre falou que queria ser sepultado ao lado do avô.

Ítalo Bruno Melo trabalhava com Ciccone há seis anos e disse que a família e os servidores do cartório ainda não sabem os detalhes do acidente.

“Só ficamos sabendo que ele bateu de frente com um caminhão e a moto ficou embaixo do carro e ele foi arremessado. A moto tinha acabado de passar por revisão com tudo novo, até os pneus. Estamos querendo explicações para saber o que realmente aconteceu, porque ele era muito atencioso no trânsito e até agora o que sabemos é só o que o motorista do caminhão falou”, disse o funcionário.

Ciccone retornava de Guajará depois de participar de audiências de conciliação na cidade amazonense. A moto que ele pilotava se chocou contra um caminhão ao chegar em Cruzeiro do Sul, a seis quilômetros da cidade. Geralmente ele fazia a mesma viagem duas vezes por semana.

“Ele teve fraturas nas costelas e em uma perna e chegou ao hospital consciente, ainda falou para o médico que estava com muita dor, mas infelizmente não resistiu. Ele era um patrão amigo da gente, sempre ajudou a todo mundo que ele podia e estava sempre sorridente. Era uma pessoa maravilhosa, dedicado à família e igreja. Vai deixar um exemplo de cidadão e muita saudades para todos nós”, lamenta Melo.

Para a polícia, o motorista do caminhão contou que o advogado teria perdido o controle da moto que seguiu em direção ao carro, mas a polícia aguarda o laudo pericial para saber o que provocou o acidente. No último sábado (4), a Prefeitura de Cruzeiro do Sul decidiu decretar luto oficial por três dias pela morte do advogado.

Por Mazinho Rogério