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Pressão alta: 9 hábitos do dia a dia que podem elevar os níveis

A pressão arterial pode variar ao longo do dia por diferentes motivos, mas alguns hábitos mantidos por muito tempo podem contribuir para que os níveis fiquem elevados. A hipertensão, inclusive, muitas vezes não provoca sintomas, o que torna a medição regular importante.

Falta de atividade física, excesso de peso, alimentação inadequada, tabagismo e consumo excessivo de álcool estão entre os fatores associados ao desenvolvimento da pressão alta.

Veja nove hábitos que merecem atenção.

1. Dormir pouco ou mal

Uma noite ruim não significa que uma pessoa desenvolverá hipertensão, mas a falta frequente de sono está relacionada a maior risco de pressão alta.

Durante o descanso, a pressão arterial normalmente diminui. Quando o sono é insuficiente ou constantemente interrompido, esse processo pode ser prejudicado. Estudos financiados pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos Estados Unidos indicam que adultos que dormem regularmente entre sete e oito horas apresentam menor risco de hipertensão.

2. Pular o café da manhã com frequência

A relação entre não tomar café da manhã e pressão alta ainda é estudada e não permite afirmar que uma coisa cause diretamente a outra.

Pesquisas observacionais, porém, encontraram associação entre o hábito de pular regularmente a primeira refeição do dia e um pequeno aumento no risco de hipertensão e outros problemas metabólicos.

Mais importante do que simplesmente fazer ou não o café da manhã é observar a qualidade geral da alimentação.

3. Não manter uma hidratação adequada

A quantidade de líquidos no organismo influencia o volume de sangue e os mecanismos usados pelo corpo para controlar a circulação.

A desidratação pode provocar alterações na pressão arterial, embora seu efeito não seja sempre o mesmo: dependendo da intensidade e das condições de saúde, a pressão pode subir ou cair. Por isso, beber água é importante para a saúde, mas não deve ser encarado como tratamento para hipertensão.

4. Trabalhar demais e viver sob estresse constante

Passar muitas horas trabalhando sem descanso pode significar menos tempo para dormir, se exercitar e cuidar da alimentação, além de aumentar o estresse.

A relação direta entre jornadas prolongadas e hipertensão ainda não é conclusiva. Uma revisão publicada em 2024, por exemplo, não encontrou aumento estatisticamente significativo do risco quando todos os estudos foram analisados em conjunto. Ainda assim, fatores psicossociais e estresse no trabalho continuam sendo investigados por seus possíveis impactos cardiovasculares.

5. Ter uma rotina sedentária

A falta de exercício é um dos fatores de risco bem estabelecidos para a hipertensão.

A atividade física regular melhora a saúde cardiovascular e pode ajudar a controlar a pressão. Caminhadas rápidas, bicicleta e outras atividades aeróbicas já podem fazer parte dessa estratégia.

6. Ganhar peso em excesso

Sobrepeso e obesidade aumentam a carga de trabalho do coração e estão relacionados a maior risco de hipertensão.

Manter um peso adequado às características de cada pessoa é uma das medidas recomendadas para prevenir e controlar a pressão alta.

7. Fumar

O cigarro provoca efeitos imediatos sobre o sistema cardiovascular. Fumar aumenta temporariamente a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de elevar de forma importante o risco de infarto e acidente vascular cerebral.

Parar de fumar é uma das medidas mais importantes para reduzir o risco cardiovascular.

8. Exagerar nas bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool também pode elevar a pressão arterial.

A ingestão frequente em grandes quantidades está associada não apenas à hipertensão, mas também a arritmias, insuficiência cardíaca e maior risco de AVC.

9. Consumir açúcar em excesso

Quando se fala em alimentação e pressão alta, o sódio costuma receber maior atenção, e com razão: há evidências consistentes de que o consumo excessivo aumenta a pressão arterial.

Mas dietas com muitas calorias e açúcares adicionados também podem contribuir indiretamente para o problema, principalmente por favorecerem ganho de peso, obesidade e alterações metabólicas. A Associação Americana do Coração inclui o excesso de açúcar entre os componentes de uma dieta associada a maior risco de hipertensão.

Reduzir alimentos ultraprocessados, manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios, cuidar do sono, evitar o cigarro e moderar o consumo de álcool estão entre as principais medidas de prevenção. Para quem já tem diagnóstico de hipertensão, mudanças no estilo de vida devem acompanhar, e não substituir, o tratamento indicado pelo profissional de saúde.