Bolivianos em protesto saem do território brasileiro, mas fronteira do Acre segue fechada

O grupo de bolivianos que protesta contra a reeleição do presidente Evo Morales pelo quarto mandato consecutivo saiu do território brasileiro na noite desta quinta-feira (7). A informação foi confirmada pela comandante do 10º Batalhão da Polícia Militar do Acre (PM-AC), major Ana Kássia.

A Ponte da Amizade, na divisa do município de Epitaciolândia com Cobija, e a Ponte Wilson Pinheiro, em Brasileia, continuam fechadas nesta sexta-feira (8).

Conforme a major, após uma reunião, os manifestantes resolveram abrir a ponte por um período de uma hora para passagem de carros pequenos e motocicletas.

“Eles tinham feito um acordo que entre 23h de quinta (7) e 0h de sexta (8) e das 4h às 5h dessa sexta (8), abririam a Ponte da Amizade para passagem de veículos. Mas, eles abriram só das 4h às 5h para carros e motos. Caminhões e carretas não puderam passar. A Polícia Federal pediu para que eles saíssem do território brasileiro e eles saíram tranquilamente. Mas as pontes continuam fechadas e estamos fazendo patrulhamento e ronda”, disse a major.

A travessia está sendo liberada para pedestres e, segundo a PM-AC, o movimento é pacífico. Mas, o Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Militar do Acre recomendam que brasileiros e turistas evitem viagens à Bolívia até que a situação esteja normalizada.

“A orientação é fiquem do lado brasileiro, porque a situação do país é totalmente instável, a maioria da população boliviana é contra o governo. Então, é uma situação arriscada e a recomendação é que os brasileiros fiquem do lado do Brasil”, afirmou Ana Kássia.

Protestos

A Bolívia sofre com protestos contra e a favor de Evo Morales, enquanto uma auditoria comandada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) reconta os votos da eleição presidencial do país.

A missão da OEA, de 30 membros, iniciou no último dia 31 de outubro os trabalhos para verificar os resultados das eleições de 20 de outubro, vencidas por Morales no primeiro turno. O resultado é rejeitado pela oposição boliviana, que denuncia fraude na apuração, o que levou o governo Morales a aceitar a missão da OEA.

Os opositores não exigem mais uma nova contagem de votos, nem um segundo turno entre o presidente e Carlos Mesa. Agora, pedem a anulação da votação e novas eleições gerais (presidenciais e legislativas) “sem Evo Morales”, exigência rejeitada pelo governista de esquerda indígena.

  • Com informações do Portal G1.