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Amazonas registra 3 casos de sarampo e acende alerta na região Norte

A confirmação de três casos de sarampo em Tabatinga, no interior do Amazonas, levou o Ministério da Saúde a reforçar as ações de vigilância na região. A preocupação aumenta devido à localização do município, que fica na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, área com grande circulação de pessoas entre os países.

Segundo o governo federal, os três casos são importados e foram identificados em pessoas procedentes de Alto Monte, no Peru. Nenhuma delas tinha histórico de vacinação contra o sarampo.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil continua livre da transmissão sustentada da doença. O cenário, no entanto, exige atenção dos serviços de saúde, principalmente em áreas de fronteira e locais com intenso deslocamento de moradores e viajantes.

Equipes serão enviadas ao interior do Amazonas

Entre os dias 21 e 25 de setembro, equipes do Ministério da Saúde devem atuar nos municípios de Tabatinga e Carauari para apoiar o trabalho das autoridades locais.

As ações incluem a investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação de pessoas que tiveram contato com infectados e acompanhamento desses contatos. Também será realizado o chamado bloqueio vacinal, que consiste em reforçar a imunização de pessoas que possam ter sido expostas ao vírus.

O objetivo é identificar rapidamente possíveis infecções e impedir que o sarampo volte a se espalhar pelo estado e por outras áreas da região Norte.

Outros casos foram registrados em São Paulo

Além do Amazonas, o Ministério da Saúde acompanha a situação em São Paulo, que contabiliza 32 casos de sarampo em 2026. Desse total, um foi registrado em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 29 na capital paulista.

De acordo com a pasta, as medidas de vigilância e vacinação continuam em andamento, sem registro de circulação do vírus para além dessas áreas.

Os casos brasileiros ocorrem em meio a surtos de sarampo em outros países das Américas. Conforme dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), 47.459 casos foram confirmados na região, com 44 mortes. Guatemala, México, Estados Unidos e Peru concentram 95% dos registros.

O Brasil recebeu, em 2024, a certificação de país livre do sarampo. Em 2025, todos os 38 casos registrados no território nacional tiveram a transmissão encerrada.

Vacina está disponível gratuitamente

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é a principal maneira de evitar o retorno da transmissão do sarampo no país. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos.

Em situações de circulação do vírus, a pasta também recomenda a chamada dose zero para bebês de 6 a 11 meses. Essa faixa etária é mais vulnerável à infecção e ao desenvolvimento de formas graves da doença.

O sarampo é altamente contagioso e pode provocar febre, tosse, coriza, olhos avermelhados e manchas vermelhas na pele. Pessoas com sintomas suspeitos devem procurar atendimento médico e evitar contato próximo com outras pessoas.