O protesto da ONG Rio de Paz na areia da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, terminou em confusão na manhã desta quinta-feira (11). Segundo os organizadores do ato, um grupo retirou as cruzes que foram fincadas na areia para representar os mortos pela pandemia do novo coronavírus.
O protesto cobra ações do governo federal frente à pandemia do novo coronavírus. Cerca de 40 voluntários cavaram 100 covas rasas na areia da Praia de Copacabana, simbolizando as mortes pela Covid-19 no país.
,Ainda de acordo com membros da ONG que organiza os protestos, os homens que retiraram as cruzes eram apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
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Algumas pessoas contrárias ao protesto pacífico se reuniram no calçadão e decidiram ofender os organizadores da manifestação.
Entre os revoltados, um senhor entrou na areia e começou a retirar as cruzes que faziam parte da instalação.
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Na sequência da confusão, um cidadão que também acompanhava o protesto decidiu recolocar as cruzes no lugar e defendeu a manifestação contra os apoiadores do governo.
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Manifestação
Os voluntários iniciaram o ato às 4h, em frente ao Hotel Copacabana Palace. Nas covas, penduraram bandeiras do Brasil e cartazes. De acordo com Antônio Carlos Costa, presidente da Rio de Paz, as covas são uma alusão aos cemitérios lotados no país, como o de Manaus.
“Ali, nós temos primeiro as imagens das mortes que estão acontecendo simultaneamente e, por trás delas, famílias que ao mesmo tempo estão administrando sofrimento invisível de entes queridos. Ela traz a nossa mente o fato de que os mais necessitados estão sendo atingidos frontalmente, estão morrendo, sendo enterrados em covas rasas”, diz Antônio.
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Entre as reivindicações do protesto, estão a assistência às famílias em situação de vulnerabilidade durante a crise do coronavírus, um profissional de medicina à frente do Ministério da Saúde e a exigência de cronograma com metas dos governos federal, estadual e municipal para o combate efetivo da doença.
“O que nós esperamos com a manifestação é uma mudança dessa situação de crise. O que mais poderia ajudar agora é conhecer o cronograma, saber o que vai acontecer daqui a um, dois meses, para onde o país está indo. Mas não há metas, não há planejamento. Não houve um só momento que o presidente da república tenha expressado compaixão, solidariedade pelos que sofrem”, afirma o presidente da ONG.
Fonte: G1.



