A pecuária do Norte aparece entre os pontos de atenção dos resultados da produção animal no segundo trimestre de 2026. Enquanto o abate de bovinos atingiu o maior volume para um segundo trimestre em toda a série histórica do país, estados da região registraram recuos em segmentos importantes, como a captação de leite e a aquisição de couro pelos curtumes.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a aquisição de leite cru no Brasil somou 6,61 bilhões de litros entre abril e junho, alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025. No recorte estadual, Rondônia teve queda de 11,57 milhões de litros, enquanto Tocantins registrou redução de 9,63 milhões.
O movimento também aparece no mercado de couro. Os curtumes brasileiros receberam 10,96 milhões de peças de couro bovino no segundo trimestre, aumento de 1,9% na comparação anual. Rondônia, porém, apresentou a maior retração entre os estados destacados pelo IBGE, com queda de 429,48 mil peças recebidas pelos estabelecimentos.
No mercado de bovinos, o cenário nacional foi de maior atividade. Foram abatidas 10,72 milhões de cabeças no segundo trimestre, alta de 1,3% frente ao mesmo período de 2025 e de 4% em relação aos primeiros três meses do ano. O resultado foi o maior já registrado para um segundo trimestre.
A expansão ocorreu mesmo com a redução no abate de vacas, que caiu 5% na comparação anual. Por outro lado, o número de bois abatidos cresceu 3,5%, enquanto o abate de novilhos avançou 17,1% e o de novilhas aumentou 4,6%.
O crescimento do abate bovino foi registrado em 19 das 27 unidades da Federação. Mato Grosso manteve a liderança nacional, com 16,9% do total, seguido por São Paulo, com 12,2%, e Goiás, com 10%.
Para a pecuária do Norte, os dados ajudam a mostrar um cenário regional desigual. Enquanto alguns indicadores ligados à cadeia de produção apresentam retração, o mercado nacional de carne bovina segue registrando volumes elevados de abate, em um momento de transição no ciclo pecuário.
Além dos bovinos, a produção de outras proteínas também cresceu. O abate de suínos chegou a 15,70 milhões de animais, alta de 4% em um ano, enquanto o número de frangos abatidos alcançou 1,69 bilhão de cabeças, crescimento de 2,8%.
A produção de ovos também avançou, chegando a 1,25 bilhão de dúzias no trimestre, alta de 0,8% em relação ao segundo trimestre de 2025.
Os dados fazem parte das pesquisas trimestrais do IBGE sobre abate de animais, leite, couro e produção de ovos. As informações referentes a 2026 são preliminares.



