Investigações do Ministério Público Federal (MPF) identificaram uma ampla rede de conteúdos relacionados ao garimpo ilegal no Facebook e Instagram. As publicações incluem recrutamento de trabalhadores, venda de máquinas e insumos, divulgação de técnicas, ostentação de ouro e dinheiro e até alertas em tempo real sobre operações de fiscalização.
Segundo o levantamento, centenas de publicações foram compiladas entre 2020 e 2026. O MPF moveu uma ação contra a Meta, responsável pelas plataformas, para exigir mecanismos de identificação e remoção de conteúdos que façam apologia ou incentivem o garimpo ilegal.
A investigação também aponta que a popularização da internet em áreas remotas, especialmente com a Starlink, facilitou a comunicação entre garimpeiros e aumentou a capacidade de articulação da atividade clandestina.
O Ibama acompanha as redes e afirma que informações compartilhadas nesses grupos já contribuíram para apreensões de equipamentos e aeronaves, mas também permitem que garimpeiros sejam avisados sobre a chegada de equipes de fiscalização.
O garimpo ilegal ocupa quase 100 mil hectares de áreas protegidas, segundo dados citados pelo Greenpeace, e está associado a outros crimes na Amazônia, como tráfico de mercúrio e armas e lavagem de dinheiro.
Fonte: O Globo, com informações de investigação do MPF.



