Cabos eleitorais de Gladson Cameli dizem que foram enganados após a campanha

A insatisfação por parte dos aliados de Gladson Cameli (PP) é alta. Segundo um cabo eleitoral, que trabalhou na eleição do governador, as promessas de campanha não foram cumpridas.

“O Gladson tem que cumprir com o que ele prometeu, estamos desempregados. Ele diz que não tem CEC, mas está trazendo gente de Rondônia para trabalhar no Acre, como o irmão do governador de lá e mais um outro cara. Quer dizer que ele não vai honrar com os militantes do partido?”, indagou.

Ainda segundo o denunciante, o governo virou um cabide eleitoral para amantes e esposas de deputados, que recebem altos salários sem trabalhar. “Quando as eleições acabaram, o Bestene passou a perna nos cargos, dando emprego para quem não é nem do partido”, afirmou.

Para o cabo eleitoral, que não quis se identificar, o retorno de Alysson Bestene representa a possível existência de funcionários fantasmas dentro da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre).

“Estamos fazendo esse movimento, para podermos ser reconhecido. Ou, chegarão os quatro anos e não receberemos nada. Agora, eles vêm com esse papo de Prefeitura 2020. Como vamos apoiar se não fomos honrado? A senadora Mailza não tem coragem de bater de frente com o Gladson. Ela não sabe o que é uma eleição, vive de mentira! Hoje, nossa preocupação são os pais de família desempregados, que acreditaram no Gladson e trabalharam de graça na campanha. Só queremos que o Gladson seja coerente e honre com seus compromissos”, endossou.

Ainda segundo a denúncia, os secretários de Estado do governo Progressista empregaram todos os seus familiares. “Eles empregaram entre si os seus familiares. Daí não tem CEC mesmo porque os secretários seguram a família um dos outros. Eles não foram para a rua e não pediram voto e nós, filiados do PP, ficamos de fora”.