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Cantores indígenas de Tarauacá serão atrações em festival que mostra a cultura da floresta em Rio Branco

Por Redação Juruá em Tempo. 25/11/2022 às 14:43

Com uma programação diversificada e apresentações de mestres da música e da dança acreana, o projeto Baquemirim realiza, nesta sexta-feira, 25, o Festival Aquiri – Cantos e Baques da Floresta, que  tem no seu repertório os cantores Paká e Rorá que vêm das Terras Indígenas do município de Tarauacá, às margens do Rio Gregório.

O evento é para celebrar o ano de atividades do projeto, e ocorre no Anfiteatro Garibaldi Brasil, na Universidade Federal do Acre (UFAC), com o objetivo de mostrar culturas como a dos seringueiros, indígenas, e por isso dá lugar às vozes da floresta, que estão no mundo todo e o Acre não conhece.

Os artistas são Txanás do Povo Noke Koî, mais uma nação indígena que conseguiu sobreviver ao Ciclo da Borracha na Amazônia Brasileira, cuja língua, atividades tradicionais culturais e religiosas foram preservadas, apesar dos anos de submissão aos brancos.

Os Noke Koî (autodenominação, significa gente verdadeira), foram denominados pelos brancos e são conhecidos entre nós como Katukina (mosquito que passa doença).

A música sempre teve e tem até hoje presença definitiva nos rezos sagrados dos pajés e dos cantos de costume. O canto traz cura, proteção, paz, saúde e alegria e eles resistem com os cantos dos antigos e dos jovens.

E Paká e Rorá são Txanás, ou, “guardiões dos cantos sagrados”, jovens compositores de música na língua tradicional, com interferência/inserção da música contemporânea e de músicas de outras aldeias. Txaná Paká, cacique da aldeia Timbaúba, já se apresentou em vários lugares do Brasil e do mundo, tem suas músicas lançadas anteriormente nas plataformas de streaming e se apresenta com Rorá, sua companheira, no Festival Aquiri –  Cantos e Baques da Floresta.

Além da parceria com os Noke Koî, o Baquemirim trabalha em cooperação com o Povo Huni Kuin, também sobrevivente na Amazônia Brasileira e que, como os demais povos originários, têm a música, a dança e a pintura corporal como parte da vida cotidiana.

Via Ascom

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