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Grupo estupra estagiária de 17 anos, grava crime e posta no TikTok

Uma estagiária de 17 anos foi estuprada coletivamente, por três menores e um adulto, quando foi levada para a casa de um dos autores, em Taboão da Serra, região Metropolitana de São Paulo. Enquanto o crime ocorrida, um dos agora investigados fez uma transmissão no TikTok.

Matheus Costa Silva, de 19 anos — único adulto apontado como autor do estupro coletivo — foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária, sábado (1º/8), conforme registros do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Os outros envolvidos no crime são menores. A coluna confirmou a idade de um deles, que conta com 16 anos.

A defesa de Matheus não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

Exposição no TikTok

A violência sexual ocorreu na noite de 3 de junho. Enquanto a jovem era abusada, um dos envolvidos fez uma transmissão no TikTok, com a legenda “Vamo vai ser daora”.

A coluna teve acesso ao registro em vídeo, mas em respeito à vítima não irá reproduzi-lo.

Na ocasião, a postagem foi compartilhada ao menos 28,5 mil vezes, teve pouco mais de 173 mil likes, além de gerar 1677 comentário — em grande parte tirando sarro da jovem.

Enquanto é possível ouvir a voz da garota, além de sons parecidos com tapas, o autor do vídeo fala calmamente “fiquei aqui vendo a paz”.

Gravação do crime e vítima subjugada

Antes do abuso coletivo, a garota estava em uma praça com os autores do crime, com os quais ingeriu bebidas alcoólicas. Na sequência, foram para a casa de um deles.

“No local, apesar de manifestar expressamente a ausência de consentimento, foi subjugada pelos autores que praticaram ato sexual com ela, tendo inclusive registrado as ações em aparelho celular posteriormente divulgado o áudio das gravações na plataforma TikTok”, diz trecho de relatório policial.

A vítima, que trabalha como estagiária, registrou um boletim de ocorrência acompanhada da mãe, em 11 de junho.

Ameaças e suposta gravidez

Registros policiais, obtidos pela coluna, afirmam que, após o estupro coletivo, a vítima foi ameaçada e intimidada pelos autores do crime, “até mesmo em razão de eventual gravidez decorrente dos abusos”, pontuou a Polícia Civil.

A garota, segue o relatório, ainda teria sido orientada a “não envolver a polícia” na situação.

Durante as investigações, foram identificados o adulto e os três adolescentes, posteriormente reconhecidos pela vítima “sem hesitação”.

O crime é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Taboão da Serra como estupro de vulnerável e ameaça.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre atualizações do caso. Nenhum posicionamento havia sido encaminhado até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.