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MPF cobra reforço militar após denúncia de grupos armados estrangeiros no AM

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, com urgência, que o Exército, a Marinha, a Força Aérea Brasileira e a Polícia Federal reforcem o patrulhamento, a fiscalização e a proteção territorial na região do Alto Rio Tiquié, em São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Amazonas, na fronteira com a Colômbia.

A recomendação integra um inquérito instaurado para apurar a suposta incursão e permanência de grupos armados estrangeiros nas regiões do Alto Tiquié e Baixo Uaupés. A investigação tem como foco denúncias de violações de direitos territoriais em áreas como Rio Castanho, Comunidade São Felipe, Morro do Beija-Flor, Cachoeira Comprida e região de Cunurí.

Segundo denúncia encaminhada pela Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), grupos supostamente ligados a guerrilheiros colombianos estariam circulando e atuando em Terras Indígenas. Entre as ocorrências relatadas estão invasão de roças, ameaças com armas de fogo, intimidações e restrições ao trabalho agrícola.

A denúncia também aponta um caso considerado grave: uma liderança indígena da comunidade Cunurí teria sido sequestrada e obrigada a servir de guia aos grupos armados.

Diante da localização da área em faixa de fronteira, o MPF destaca a necessidade de atuação preventiva e repressiva das forças de segurança contra crimes transfronteiriços, além da proteção da vida e da integridade física dos indígenas e da soberania territorial brasileira.