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PM é presa suspeita de envolvimento na morte de policial encontrado carbonizado no Ceará

Por Redação Juruá em Tempo. Fonte: g1. 12/08/2026 às 06:48

A soldado da Polícia Militar do Ceará Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, foi presa em flagrante nesta terça-feira (11), suspeita de envolvimento na morte do também soldado Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos. O corpo do policial foi encontrado carbonizado dentro de um carro em chamas, no bairro Ancuri, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Júlia foi autuada por homicídio no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Fortaleza. Ela ingressou na Polícia Militar do Ceará em novembro de 2024 e trabalhava no mesmo batalhão que Raphael.

A soldado foi encontrada por moradores com as mãos amarradas em uma área de mata às margens da BR-116, próximo ao local onde o corpo do policial foi localizado. Inicialmente, a versão apresentada por ela indicava que também teria sido vítima da ação criminosa.

No entanto, imagens de uma câmera de segurança obtidas pela TV Verdes Mares mostram Júlia em uma oficina pertencente ao marido às 8h52 de terça-feira. O registro levantou dúvidas sobre o depoimento da policial, que afirmou estar amarrada nas proximidades do local onde Raphael foi encontrado naquele horário. Ainda não foi informado o momento exato em que ela foi localizada pelos moradores.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a soldado tenha forjado a própria condição de vítima. Segundo a investigação, Júlia teria mantido um relacionamento amoroso com Raphael. A motivação para o crime ainda é investigada.

Antecedentes

Júlia já respondia a processos por estelionato, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores e por integrar organização criminosa.

O marido da policial também é investigado por possível envolvimento no homicídio. Ele foi ouvido pela Polícia Civil na noite de terça-feira. Segundo as autoridades, o homem possui antecedentes por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Perícia aponta ferimentos por arma de fogo

Exames realizados pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) indicaram que Raphael sofreu lesões provocadas por disparos de arma de fogo ainda em vida. O corpo foi posteriormente carbonizado.

A perícia também informou que não foram identificadas amputações traumáticas. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), que realiza diligências e ouve testemunhas para esclarecer as circunstâncias da morte.

O corpo do policial foi localizado depois que uma testemunha acionou as forças de segurança ao perceber um veículo em chamas. O Corpo de Bombeiros apagou o incêndio e encontrou o cadáver dentro do automóvel. A Perícia Forense e as polícias Militar e Civil também foram acionadas.

Raphael Sampaio ingressou na Polícia Militar do Ceará em junho de 2022 e estava lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar (2ª Cia/16º BPM).

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