Crise na segurança: comandante e subcomandante da PM estão na mira de suas tropas

Em carta aberta, a Associação dos Militares do Acre (AME) pede a exoneração do comandante e subcomandante da Polícia Militar do Acre (PMAC), Mário César e José Messias respectivamente. Messias é primo do governador Gladson Cameli e sua nomeação é um dos principais fatores de descontentamento da tropa representada pela AME.

A carta afirma que “o Comando PMAC está punindo a sua tropa por trabalhar bem, por ser a mais honesta do país e retirar muitas armas da rua”. Esta mensagem remete ao fim da dispensa por apreensão de arma de fogo, que, segundo a Associação, é uma forma de “incentivo à produtividade do operador de segurança”.

Este benefício, que dava uma dispensa para o policial militar que capturasse uma arma, foi retirado pelo Comando Geral, sob a justificativa de falta de efetivo. Foi retirado também, sem negociação, a dispensa natalina, de cinco dias, que era acrescida ao período de férias. Segundo a AME, o comandante e o subcomandante são “autoritários, resilientes ao diálogo e impopulares perante ao público interno da PMAC”.

Os militares também acusam o subcomandante Messias de tentar acabar com a forma de acesso ao quadro de oficiais da corporação, mostrando uma grande briga interna de uma das instituições mais importantes do estado. “O atual governo, em menos de quatro meses de gestão, já o congratula a tal cargo, à revelia do sentimento de imensa maioria da tropa”.

Esta é mais uma crise que o governo Gladson Cameli enfrenta, talvez por más escolhas de seu principal gestor. Desta vez, colocou no segundo cargo mais importante da PMAC o seu primo.