Depois de ameaças até contra autoridades, Estado anuncia investimos na segurança

Ministro Moro diz a Gladson que vai liberar R$ 40 milhões em equipamentos para ajudar o Acre a combater a violência e o avanço da criminalidade nas fronteiras

No dia em que a violência campal das ruas do Acre, principalmente de Rio Branco, deixou de envolver as pessoas comuns e foi bater às portas das autoridades, como o presidente do Tribunal Justiça, desembargador Francisco Djlama da Silva, cujos seguranças tiveram que se envolver num tiroteio com bandidos, tendo matado um e ferido outro, o governador do Estado, Gladson Cameli, e o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, vieram a público anunciando reforço na segurança do Estado. O encontro do governador e o ministro deu-se em Brasília, nesta segunda-feira (29) e o anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (30). .

De acordo com a assessoria do governador, o ministro anunciou investimentos no Acre, ainda em 2019, da ordem de R$ 40 milhões, como esforço para conter a onda de violência. Os recursos serão investidos em equipamentos, que vão de armas e munições, à barcos e viaturas do tipo pick-ups. Virão pelo menos barcos, 63 motocicletas cross, 2 micro-ônibus, 2 vans, 9 carretas de transporte de cargas, 45 veículos leves, 30 caminhonetes 4×4, 1 veículo aquático para salvamento, 37 caminhonetes para transporte de presos, 9 motores de popa, entre outros.

Gladson Cameli afirmou que o ministro o informou que a doação do helicóptero ao Eestado depende somente de autorização judicial, após o parecer do Ministério Público. Cameli voltou a falar com o ministro sobre o andamento do projeto de instalação do Batalhão de Fronteira, que redundaria em ação conjunta das forças policiais do Estado com o Exército Brasileiro. Moro disse que pretende estender até o Acre, antes do fim do ano, uma operação que está sendo desencadeada no Mato Grosso e que faz um pente fino nas regiões fronteiriças.

O governador convidou o ministro para visitar o Acre, ainda neste ano, para que a realidade da região seja sentida pelo representante do governo federal. “O Acre tem uma realidade diferenciada e somente quem conhece pessoalmente consegue entender as nossas dificuldades e a garra do acreano em crescer”, disse Cameli.