A candidata ao Governo do Acre Mailza Assis se manifestou sobre a Operação Algoritmo Cidadão, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 16, e afirmou que é vítima de uma rede de ataques anônimos já denunciada à Justiça Eleitoral. A operação investiga suspeitas de crimes eleitorais relacionados à divulgação de notícias falsas e ataques contra candidatos.
Em nota, Mailza declarou que nunca autorizou, solicitou ou teve conhecimento de qualquer atuação relacionada aos fatos investigados. A candidata também afirmou que não foi apresentado, até o momento, nenhum elemento público ou direcionado a ela que indique sua participação, conhecimento ou determinação sobre as ações apuradas.
A operação foi realizada em Rio Branco e resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, com recolhimento de celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos. Quatro pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento e liberadas posteriormente. Não houve prisões.
Segundo informações obtidas pela reportagem da GAZETA, a investigação apura conteúdos disseminados contra o candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) e possíveis vínculos de investigados com a estrutura do governo Mailza Assis. Quatro pessoas identificadas na apuração ocupariam cargos comissionados no Governo do Acre.
O delegado Rêmulo Diniz confirmou que a investigação envolve crimes eleitorais, mas informou que não poderia detalhar os alvos ou os cargos disputados porque o procedimento tramita sob sigilo judicial. Ele também afirmou que os candidatos não são alvos da operação e não confirmou uma ligação direta da governadora com os fatos investigados.
Mailza cita denúncias apresentadas à Justiça Eleitoral
Na manifestação, Mailza afirmou que sua campanha apresentou, ainda nesta terça-feira, 15, antes da operação policial, uma denúncia no processo nº 0601041-09.2026.6.01.0000. Segundo a candidata, a ação aponta indícios de atuação coordenada de 47 perfis utilizados para atacá-la e promover Alan Rick.
A governadora também citou outro processo, de nº 0600634-03.2026.6.01.0000, relacionado a um perfil anônimo favorável ao adversário. Conforme a manifestação, a conta foi retirada do ar após dados fornecidos pela Meta e por uma operadora de telefonia permitirem identificar a conexão utilizada na administração do perfil.
Ainda segundo Mailza, Alan Rick teria sido comunicado sobre o conteúdo considerado irregular e publicado em seu benefício, mas não teria respondido nem repudiado as postagens, conforme os autos mencionados pela candidata.
Diante desse histórico, Mailza afirmou esperar que todas as redes de ataques anônimos sejam investigadas com o mesmo rigor, sem seletividade ou exploração eleitoral. A candidata disse não considerar aceitável que denúncias formalizadas por sua campanha sejam ignoradas enquanto seu nome é associado, sem provas, a práticas das quais afirma ser vítima.
Mailza declarou que repudia perfis falsos, ataques anônimos e a disseminação de desinformação. Ela também afirmou respeitar a autonomia da Polícia Civil e defender que todas as suspeitas sejam rigorosamente investigadas.
Veja nota na íntegra
Mailza é vítima de uma rede de ataques anônimos que já está sob conhecimento da Justiça Eleitoral. Somente nesta terça-feira, antes da operação policial, sua campanha denunciou, no processo nº 0601041-09.2026.6.01.0000, indícios de atuação coordenada de 47 perfis usados para atacar a candidata e promover Alan Rick.
Em outra investigação, no processo nº 0600634-03.2026.6.01.0000, um perfil anônimo favorável ao adversário foi retirado do ar depois que dados da Meta e da operadora de telefonia permitiram identificar a conexão utilizada em sua administração. Alan Rick havia sido comunicado sobre o conteúdo irregular publicado em seu benefício, mas, conforme os autos, não respondeu nem repudiou as postagens.
Diante desse histórico, Mailza espera que todas as redes de ataques anônimos sejam investigadas com o mesmo rigor, sem seletividade ou exploração eleitoral. Não é aceitável que denúncias formalizadas por sua campanha sejam ignoradas enquanto se tenta associar seu nome, sem provas, a práticas das quais ela própria é vítima.
Sobre a operação desta quarta-feira, Mailza afirma categoricamente que nunca autorizou, solicitou ou teve conhecimento de qualquer atuação dessa natureza. A candidata repudia perfis falsos, ataques anônimos e disseminação de desinformação, respeita a autonomia da Polícia Civil e defende que toda suspeita seja rigorosamente investigada. Até o momento, porém, não foi apresentado publicamente ou à candidata qualquer elemento que indique sua participação, conhecimento ou determinação sobre os fatos apurados.
Cristopher Capper Mariano de Almeida



