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Caso Yara Paulino: quatro pessoas devem ser levadas a júri popular

Quatro pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de Yara Paulino da Silva, de 28 anos, em Rio Branco, foram pronunciados a júri popular. Yara Paulino foi morta, na frente de outros dois filhos, no dia 24 de março de 2025 após ser retirada de dentro de casa e agredida. A mulher foi acusada, sem provas, de ter matado a filha de 2 meses e jogado o corpo em uma área de mata.

Após a morte de Yara, a Polícia Civil instaurou uma investigação e concluiu que nove pessoas foram responsáveis pelo crime.

Entre os nomes está I. B. F.,, além de F. G. de S. N., L. A. da S. e P. de C. da S.

De acordo com o g1 Acre, dois deles entraram com recurso contra a decisão judicial. “Recorreram dessa decisão de pronúncia, pedindo para não serem pronunciados. Mas é possível que eles sejam pronunciados também. Então, hoje tem dois para ir para o júri e outros dois estão aguardando esse recurso […] para verificar se eles irão a júri ou não”, disse o promotor Teotônio Rodrigues, do Ministério Público do Acre (MP-AC), ao g1.

Ao g1, o promotor explicou que o Ministério Público ofereceu denúncia contra os nove suspeitos, e quatro pessoas foram pronunciadas e outros cinco impronunciados. Entre os crimes apontados na denúncia estavam homicídio qualificado, tortura e integração em organização criminosa.

No início de setembro, Polícia Civil disse que segue empenhada em desvendar o paradeiro da criança ligada ao caso de Yara.

As declarações foram dadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, em entrevista ao podcast Em Cena, do ContilNet.

“Nós não descobrimos nenhum paradeiro daquela criança. A Yara foi executada após populares confundirem um cachorro morto com a criança, executaram ela covardemente. Os responsáveis pela execução foram identificados e foram presos, todos eles presos — inclusive quem mandou realizar aquela execução também foi preso. Porém, nós não conseguimos ainda descobrir o paradeiro daquela criança”, afirmou o delegado-geral.