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Congresso reúne pesquisadores para discutir cultivo e preservação do cipó sagrado

Um congresso internacional sobre o jagube, também conhecido como mariri, será realizado em formato online com sede em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, no Acre. O CIB 2026 é organizado pelo Instituto de Proteção, Preservação e Resguardo SOS Ayahuasca.

Segundo a diretora executiva Camila Carol, o objetivo é ampliar o acesso ao conhecimento científico sobre a espécie Banisteriopsis, planta conhecida como cipó sagrado e utilizada na preparação da ayahuasca.

A programação inclui mesas temáticas sobre taxonomia, fenologia, cultivo e preservação. O evento também contará com a participação de representantes de comunidades indígenas e pesquisadores das áreas de psicologia, antropologia, botânica e ecologia.

Nos primeiros 18 meses de atuação, o instituto realizou pesquisas em diferentes regiões do Brasil com apoio de professores de universidades federais e pesquisadores com produção científica já publicada. A partir desse trabalho, o congresso busca reunir e organizar informações para a produção de materiais por biomas, incentivando o cultivo, a preservação e o resguardo das espécies relacionadas ao cipó.

De acordo com a diretora social Ana Tupinambá, o evento será colaborativo e reunirá pesquisadores do Brasil e de outros países, incluindo Peru e Canadá. A proposta é promover a troca de experiências entre cientistas, comunidades tradicionais e demais interessados.

O congresso será aberto ao público e transmitido pela internet. Após o evento, as mesas temáticas ficarão disponíveis por 60 dias para os inscritos.

As inscrições estão disponíveis no site do Instituto SOS Ayahuasca. O valor para o público geral é de R$ 60. Para acadêmicos, as taxas variam entre R$ 35 e R$ 90, conforme o nível de formação. Para povos originários, o valor é de R$ 20. Segundo a organização, os preços buscam ampliar o acesso ao conhecimento produzido no congresso.