O Acre tem dois dos dez deputados federais eleitos com menos de 20 mil votos nas eleições deste ano. Júnior Betão (PL), com 13.732 votos, e Perpétua Almeida (PCdoB), com 15.800, aparecem na relação dos eleitos com as menores votações nominais para a Câmara dos Deputados no país.
Mais de 125 milhões de eleitores foram às urnas no último domingo, 4, em todo país para definir os 513 deputados federais que vão ocupar as cadeiras da Câmara pelos próximos quatro anos.
Entre os dez eleitos da lista, Júnior Betão é o que recebeu o menor número de votos, com 13.732. Perpétua aparece na sexta posição, com 15.800 votos.
Além dos dois acreanos, a relação reúne quatro candidatos eleitos por Roraima, três pelo Amapá e um por outro estado.
Veja os dez eleitos com menos de 20 mil votos
- Júnior Betão (PL-AC) – 13.732 votos;
- Defensor Stélio Dener (União-RR) – 14.972 votos;
- Dra. Erica (Podemos-AP) – 15.358 votos;
- Joner Chagas (Republicanos-AP) – 15.713 votos;
- Zé Haroldo Cathedral (União-RR) – 15.796 votos;
- Perpétua Almeida (PCdoB-AC) – 15.800 votos;
- Duda Ramos (Podemos-RR) – 16.111 votos;
- Daniel Trindade (PL-RR) – 16.673 votos;
- Professora Marcivânia (União-AP) – 17.913 votos;
- Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) – 19.382 votos.
Como candidatos com menos votos conseguem uma vaga
A presença de candidatos com votações diferentes entre os eleitos ocorre porque a eleição para deputado federal utiliza o sistema proporcional. Isso significa que não basta fazer uma lista dos candidatos mais votados individualmente para definir quem ocupará as cadeiras.
O voto recebido por cada candidato também é contabilizado para o desempenho do partido ou da federação à qual ele pertence. A distribuição das vagas considera, entre outros critérios, os quocientes eleitoral e partidário.
O quociente eleitoral é obtido a partir da divisão do número de votos válidos pelo total de cadeiras em disputa. Para ocupar uma vaga obtida diretamente pelo partido ou federação, o candidato também precisa alcançar uma votação nominal mínima equivalente a 10% desse quociente.
Já o quociente partidário é utilizado para determinar inicialmente quantas cadeiras cada partido ou federação consegue. O cálculo considera os votos nominais recebidos pelos candidatos e os votos dados diretamente à legenda.
Por causa desse modelo, um candidato com votação nominal menor pode ser eleito enquanto outro que recebeu mais votos individualmente pode ficar sem uma cadeira, a depender do desempenho de cada partido ou federação na disputa.



