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Em e-book, professores analisam percepção ambiental de comunidades do Vale do Juruá

Dividido em oito capítulos, professores do programa de pós-graduação em ciências ambientais do campus Floresta da Universidade Federal do Acre (Ufac) publicaram um e-book que analisa a percepção ambiental de moradores da região do Vale do Juruá.

Os organizadores Edson Alves de Araújo, João Luiz Lani, Kleber Andolfato de Oliveira e Marcus Athaydes Liesenfeld analisam ações e estratégias que possibilitam a sensibilidade e consciência ao tratarem das questões ambientais, na perspectiva da sustentabilidade.

Nisso, eles fazem um estudo de como moradores, produtores de Cruzeiro do Sul percebem os geoambiente da região. Logo depois, aborda as ações praticadas com o meio ambiente e a necessidade de sua preservação.

“A gente também fala sobre ferramentas no estudo da percepção ambiental. Faz uma abordagem de métodos com perguntas de percepção ambiental falando sobre geoambientes em Cruzeiro do Sul”, destaca Marcus Athaydes.

Nesse quesito, o pesquisador pontua a disparidade de consciência sobre as plantas: efeitos na educação e sobre a conservação da natureza, de maneira providencial.

“Vem com uma revisão sobre esse conceito de ‘cegueira vegetal’. Neste capítulo de uma literatura mais recente, a gente sugere a troca do termo de ‘cegueira botânica’, ‘cegueira vegetal’, por disparidade de consciência sobre as plantas, que é o efeito de não perceber as plantas da natureza, de não dar importância à vida vegetal, porque realmente as pessoas não sabem de onde vem determinado produto que come ou uma paisagem só prestar atenção na planta quando ela está florido, isso é uma série de discussões como cuidados, importância de preservação”, destaca.

Prova disso, segundo o professor, é como as pessoas acabam limitando diversas espécies em um nome só – fato que mostra o desconhecimento mais aprofundado da comunidade.

“Chamam muitas espécies de palheira, são espécies diferentes, mas o popular, o comunicar, chama tudo de palheira. E aí isso já é uma coisa que mostra como as pessoas observam, que, em alguns casos, elas reduzem uma diversidade, a fim de melhor compreender, nomear as plantas. Então, reduzem essa diversidade e, às vezes, três espécies diferentes acabam chamando por um nome só. E é mais nessa temática que trabalho e falo sobre poucas ações de conservação voltadas para as plantas”, destaca.

Já o último capítulo faz uma análise sobre as aves e o uso da atividade de observação como ferramenta da educação ambiental e da ciência cidadã. O e-book pode ser baixado de forma gratuita na internet.

“Espera-se que a obra possa servir de base para o conhecimento dos recursos naturais da região, seu uso e manejo e racional. Além disso, almeja-se que ela proporcione o alavancamento de novos estudos, projetos e pesquisas nas distintas áreas do conhecimento”, finaliza.

Espécies de aves na região também são analisadas no livro  — Foto: Reprodução
Espécies de aves na região também são analisadas no livro — Foto: Reprodução
  • Fonte: g1 AC.