Quem olhou para o céu na madrugada desta quinta, 27, para sexta-feira, 28, pôde acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais marcantes do ano. O fotógrafo acreano Gleilson Miranda registrou em detalhes as diferentes fases do eclipse lunar parcial, capturando a transição gradual da iluminação até o ponto máximo de sombreamento.
As imagens mostram desde o início do encobrimento penumbral até a fase de pico do eclipse, quando a sombra mais escura da Terra (umbra) cobriu a maior parte do disco lunar, revelando tons acobreados e acentuados na borda afetada.
Por se tratar de um eclipse parcial profundo, onde quase a totalidade da Lua entra na sombra da Terra, o evento garantiu belas imagens mesmo sem atingir a fase de eclipse total. O fenômeno pôde ser acompanhado a olho nu em diversas regiões do estado, favorecido por momentos de céu limpo durante a madrugada.
Registro de precisão técnica
O trabalho de documentação exigiu paciência e precisão ao longo da madrugada. Através de lentes de longo alcance, Gleilson conseguiu mapear os detalhes das crateras e o gradiente de iluminação que se alternava à medida que a Terra se alinhava entre o Sol e a Lua.
A sequência de fotos revela a evolução do evento desde o início da fase penumbral — marcada por um escurecimento sutil em uma das bordas da Lua enquanto o satélite ainda mantinha a maior parte do seu brilho original — até o avanço progressivo da umbra, quando a sombra da Terra começou a “fatiar” o disco lunar, criando um forte contraste entre a área iluminada e a zona escura. O ápice do registro captura o pico do eclipse parcial, momento de máxima ocultação em que a refração da luz solar pela atmosfera terrestre projetou tons alaranjados e avermelhados sobre o trecho sombreado do astro.










